7 áreas esquecidas do corpo na aplicação de protetor solar que aumentam a chance de câncer de pele

Dermatologista alerta para regiões expostas que exigem atenção redobrada no verão

O uso correto do protetor solar é fundamental para reduzir o risco de câncer de pele, sobretudo durante o verão, quando a radiação solar atinge níveis mais intensos. Especialistas alertam que a aplicação incompleta do produto, com esquecimento de partes específicas do corpo, compromete a proteção e favorece o surgimento da doença mais comum no país. As informações são do O GLOBO.Segundo a dermatologista Ana Maria Pellegrini, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, algumas regiões são frequentemente ignoradas no momento da aplicação, mesmo ficando expostas ao sol em atividades ao ar livre, praias e festas de verão, como no carnaval.A área dos olhos, incluindo as pálpebras, demanda atenção especial. Estudos apontam crescimento de casos de câncer de pele nessa região, em parte porque uma parcela do rosto deixa de receber filtro solar. Como a pele é mais fina, a orientação é usar produtos oftalmologicamente testados. “Uma proteção solar adequada deve ser feita efetivamente com a cobertura de todo o rosto, além do uso de chapéus e principalmente óculos de sol, já que a área dos olhos tem uma pele extremamente fina e susceptível a danos, inclusive câncer”.O nariz, especialmente a ponta e o contorno, também costuma ser negligenciado, apesar da alta exposição direta ao sol. De acordo com a médica, essa é uma área sensível onde a proteção não deve ser reduzida. “Essa é uma área que não podemos economizar e nem esquecer. O câncer de pele também pode surgir nessa região”.Os lábios figuram entre os pontos mais vulneráveis, pois possuem pele fina e pouca proteção natural. “Quando ocorre câncer de pele nos lábios, em aproximadamente 90% dos casos, ele ocorre no lábio inferior e o tipo mais comum de câncer de pele nos lábios é o carcinoma espinocelular. Por todos esses motivos, é importantíssimo aplicar protetor específico para a região dos lábios com FPS 30 ou maior, diariamente, e reaplicar a cada 2 horas ou após comer ou beber”.As orelhas aparecem entre as áreas mais esquecidas, sobretudo em pessoas com cabelo curto ou preso. A aplicação deve alcançar também a parte de trás. Já o pescoço e o colo, apesar de muitos considerarem protegidos por sombra, recebem radiação refletida pela água e pela areia. “Muitos pacientes acreditam que o pescoço é uma área de “sombra natural”, mas isso não é verdade. A região também é atingida pela radiação e diversos estudos já apontaram que a areia e a água do mar e da piscina são capazes de refletir a luz solar”.Os cotovelos, por serem áreas mais secas e sujeitas a atrito, ficam mais expostos a danos quando não recebem proteção adequada. Os glúteos também exigem cuidado, já que o protetor deve ser aplicado antes de vestir roupas de banho para garantir cobertura uniforme. “A forma certa de aplicar o protetor solar é 30 minutos antes da exposição solar, sem roupa, espalhando bem e evitando acúmulos em algumas áreas”.A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta ainda sobre a quantidade correta do produto. A recomendação inclui uma colher de chá para rosto, pescoço e cabeça, uma para a parte frontal do tronco e outra para a parte posterior, uma para cada braço e uma para a frente e para trás de cada perna. A aplicação adequada e a reaplicação ao longo do dia são medidas essenciais para a proteção da pele.

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