Aos 69 anos, ator que ficou afastado das novelas há duas décadas é pai de dois filhos adotivos e vive despedida dramática
Ator publicou texto emocionado nas redes sociais lamentando momento enfrentado
Aos 69 anos, Miguel Falabella atravessa um momento de reencontro com a televisão e, ao mesmo tempo, de despedida carregada de emoção. De volta às novelas da Globo em Três Graças, o ator retoma um espaço do qual esteve afastado por mais de duas décadas, já que não integrava um elenco fixo de folhetins desde Agora É que São Elas, exibida na mesma emissora em 2003. O retorno acontece em meio a reflexões pessoais e a um luto simbólico: a demolição da fachada do Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, espaço profundamente ligado à sua trajetória artística.Considerado um dos artistas mais versáteis do país, Falabella construiu uma carreira sólida e multifacetada como ator, autor, diretor, apresentador e dramaturgo. O grande público o eternizou como o irreverente Caco Antibes, da sitcom Sai de Baixo (1996–2002), gravada justamente no Procópio Ferreira, teatro que ele definiu como “casa” durante os anos mais populares do programa. O espaço também recebeu diversas outras produções teatrais das quais o artista participou ao longo da carreira. Um post compartilhado por miguelfalabellareal (@miguelfalabellareal)Enquanto lida com essa despedida simbólica, Falabella também vive uma fase mais reservada da vida pessoal. Discreto, ele raramente fala sobre a família, mas já revelou, em entrevistas pontuais, o profundo vínculo que mantém com os dois filhos adotivos, Theo e Cassiano, hoje na casa dos 30 anos. Os dois são filhos biológicos de uma amiga próxima do ator, que se mudou para o Rio de Janeiro quando eles ainda eram pequenos. Aos poucos, Miguel assumiu a criação dos meninos — primeiro como apoio, depois como pai.A adoção legal veio com o tempo, mas, segundo ele, o sentimento de paternidade nasceu muito antes. “Eles são o melhor presente que a vida me deu”, costuma dizer. Em um relato emocionante, Falabella contou que nunca esqueceu o dia em que ouviu, pela primeira vez, um deles chamá-lo de pai. “Foi o som mais bonito que eu ouvi”, recordou.Aos 69 anos, Miguel Falabella parece viver um momento de balanço: revisita o passado que o consagrou, retorna à televisão em um novo contexto e se despede de símbolos afetivos que marcaram sua história. Entre a memória, a paternidade e a arte, o ator transforma perdas e reencontros em narrativa — como sempre fez, dentro e fora dos palcos.
