Stefani Mota reflete sobre o papel da mulher no audiovisual: ‘Levo junto tudo o que sou’

Em conversa com a CARAS Brasil, a atriz Stefani Mota falou sobre impacto da presença de mulheres no audiovisual e a importância de narrativas femininas no cinema brasileiro

A trajetória de Stefani Mota atravessa diferentes frentes criativas, da atuação em cena à escrita de roteiros e ao empreendedorismo. Com trabalhos premiados como os roteiros de Deise, a profissional analisa sua presença no mercado audiovisual a partir de uma perspectiva pessoal e prática.Em conversa exclusiva com a CARAS Brasil, Stefani conta como enxerga o impacto da sua presença feminina nesses diferentes espaços criativos do audiovisual.“É difícil medir impacto enquanto as coisas ainda estão acontecendo, mas sei que, quando escrevo ou atuo, levo junto tudo o que sou: mulher, mãe, filha. Não tem como separar. Quando tô escrevendo, passo muito tempo pensando nas mulheres da história. No que elas mostram, mas principalmente no que elas seguram. E isso vem comigo quando tô em cena também. E acho que só de seguir, já tem algo aí, porque seguir sendo mulher nesse meio já é muita coisa”.Stefani Mota defende que muitas mulheres foram representadas apenas de forma parcial ao longo dos anos. Para ela, ainda é necessário explorar personagens que permitam contradições e falhas.“Todas que a gente ainda não conseguiu contar porque tava ocupada demais tentando agradar. Tem muita história que nunca foi dita, muita mulher que nunca foi realmente olhada. Me interessam as que não cabem em rótulo nenhum, que não são fortes o tempo todo, nem inspiradoras, nem guerreiras. São contraditórias, difíceis, erram. E não é só sobre o que elas fazem, mas sobre como a gente escolhe olhar pra elas. Tem mulher que só foi contada pela metade”.Além das telas, Stefani Mota expandiu sua atuação para o setor empresarial com a criação da marca CLIMA. O projeto surgiu durante o período de sua gravidez, momento em que a impossibilidade de atuar a levou a buscar novas formas de expressão e produção manual.“Foi o jeito que encontrei de fazer algo com as mãos, de seguir em movimento. Hoje ela caminha junto com as outras coisas que faço, às vezes com mais fôlego, às vezes menos. Não dou conta de tudo o tempo todo, mas vou vivendo um dia de cada vez”.A partir do dia 11 de fevereiro, a atriz poderá ser vista na Netflix no filme Salve Geral: Irmandade. A produção é um desdobramento da série Irmandade e foca em uma crise na facção criminosa após a transferência de seus líderes para presídios de segurança máxima.No enredo, o sequestro da filha do fundador do grupo desencadeia uma série de ataques coordenados em São Paulo, colocando as personagens em meio a um cenário de violência e decisões morais complexas.  Uma publicação partilhada por CARAS (@carasbrasil)

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