Caso de corretora desaparecida em prédio tem reviravolta envolvendo síndico; veja
Família confirma existência de 12 processos anteriores ao desaparecimento em Caldas Novas
A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, que está desaparecida desde dezembro do ano passado, possui 12 processos judiciais movidos contra o síndico do prédio onde morava, em Caldas Novas, no interior de Goiás. As ações tramitam nas esferas cível e criminal e envolvem Cleber Rosa de Oliveira, responsável pela administração do condomínio. As informações são do CNN Brasil.De acordo com a defesa da família, 11 processos seguem em andamento na Justiça e um já foi arquivado com decisão favorável à corretora. Daiane não é vista desde o dia 17 de dezembro, quando foi flagrada por câmeras de segurança ao sair do elevador do edifício onde residia.Em nota, o Ministério Público de Goiás informou que existem registros das denúncias feitas por Daiane contra o síndico, mas ressaltou que os fatos tratados nos processos são anteriores ao desaparecimento e que, até o momento, não há comprovação de vínculo entre as ações judiciais e o sumiço.A CNN Brasil informou que tenta contato com a defesa de Cleber Rosa de Oliveira, e que o espaço permanece aberto para manifestação. A Polícia Civil de Goiás segue responsável pelas buscas e pela apuração do caso.O desaparecimento completou um mês no dia 17 de janeiro e continua sem esclarecimento. Familiares relatam que não existem imagens da corretora após o momento em que deixou o elevador no subsolo do condomínio. Segundo a mãe, Nilse Alves Pontes, o último registro mostra Daiane sozinha antes de descer no primeiro andar do subsolo.No dia do desaparecimento, a corretora saiu do apartamento após um problema de falta de energia elétrica. Imagens mostram que ela conversou com um vizinho durante o trajeto no elevador. O vídeo sofre uma interrupção de cerca de dois minutos e, quando a gravação retorna, Daiane aparece novamente sozinha, entra no elevador e segue para outro pavimento do subsolo.O caso passou a ser conduzido pela Delegacia de Homicídios de Goiás. A Polícia Civil informou que foi criada uma força tarefa para aprofundar as investigações, sob coordenação do Grupo de Investigação de Homicídios, com atuação conjunta de equipes locais. Informações adicionais não estão sendo divulgadas para preservar o andamento do trabalho policial.
