Advogada revela que pai de cantor que agrediu a esposa tentou ‘abafar’ o caso

Advogada de Raphaella diz que pai do cantor João Lima quis "abafar" agressão do filho

O caso envolvendo a agressão sofrida por Raphaella Brilhante ganhou novos desdobramentos após declarações feitas por sua advogada, Dayane Carvalho, em uma entrevista exibida no programa “Cidade em Ação”, da TV Arapuan. Durante a conversa com o apresentador Samuka Duarte, a defensora afirmou que não houve qualquer amparo por parte da família de João Lima à vítima. Ao ser questionada diretamente, respondeu de forma objetiva: “Nenhuma”. A fala reacendeu o debate público sobre a postura de familiares diante de situações de violência doméstica.Ainda na entrevista, Dayane Carvalho revelou um episódio que, segundo ela, nunca havia sido exposto publicamente. A advogada contou que Raphaella Brilhante entrou em contato com o sogro, o deputado estadual Cicinho Lima, para relatar que estava sendo agredida e que havia sofrido uma fratura no braço. Conforme o relato, a resposta teria sido uma tentativa de silenciar a denúncia: “Minha filha, vamos resolver só a gente. Vamos resolver aqui”. Diante da insistência do apresentador, que perguntou se o parlamentar pretendia ocultar o ocorrido — “A senhora está dizendo que Cicinho Lima queria abafar o caso?” — a advogada confirmou: “Queria”.Dias depois, Cicinho Lima divulgou uma carta aberta direcionada à nora, reconhecendo a gravidade da situação e pedindo perdão. No texto, afirmou: “Isso não é uma nota. É uma mensagem que transborda dor e tristeza” e destacou que entregou o filho às autoridades. O parlamentar também reforçou seu posicionamento contra a violência: “Meu posicionamento é claro e firme: repúdio. Repúdio a todo ato de violência doméstica”. Em outro trecho, declarou apoio à médica: “Nenhuma mulher merece tamanha exposição e dor. Estou com você”.A mensagem ainda trouxe um pedido direto de perdão à família da vítima: “A dor de vocês é a minha dor. Corrói, machuca e maltrata”, além de uma referência espiritual: “Que Deus faça valer sua justiça e traga cura aos corações”. Enquanto isso, João Lima teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia e foi encaminhado ao Presídio do Roger, em João Pessoa. A investigação avançou após a circulação de vídeos nas redes sociais, e a vítima relatou que as agressões teriam começado ainda durante a lua de mel.

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