Caso Orelha: relembre outros casos de maus-tratos que chocaram o Brasil
Casos emblemáticos de crueldade animal ajudaram a transformar indignação popular em pressão por punições mais duras
A repercussão da morte do cão Orelha, em Florianópolis (SC), reacendeu um sentimento recorrente no Brasil: a comoção coletiva diante de crimes de extrema violência contra animais. Mais do que revolta nas redes sociais, esses episódios costumam gerar manifestações, cobranças públicas e debates sobre a eficácia das leis de proteção animal no país.Em Formosa (GO), um vídeo que mostrava uma mulher torturando e matando a própria cadela da raça yorkshire se espalhou rapidamente pela internet. A brutalidade das imagens chocou o país e evidenciou a fragilidade das punições da época, já que a responsável recebeu apenas serviços comunitários e uma multa, o que aumentou a pressão popular por leis mais rígidas.No ano seguinte, ativistas resgataram 178 cães da raça beagle de um centro de pesquisas em São Roque (SP). O episódio levantou questionamentos sobre o uso de animais em experimentos científicos e levou estados a criarem restrições. Anos depois, o tema avançou em nível federal, resultando na proibição de testes em animais para cosméticos, perfumes e produtos de higiene.A morte do cachorro Manchinha, após agressões em um supermercado de Osasco (SP), provocou uma onda de protestos em todo o país. As imagens do crime circularam amplamente e serviram como argumento para o endurecimento das penas por maus-tratos, culminando na aprovação de uma lei que aumentou o tempo de reclusão e as multas para esse tipo de crime.Resgatada após anos de exploração em circos no Chile, a elefanta Ramba foi levada ao Santuário de Elefantes Brasil, no Mato Grosso. Embora tenha morrido pouco tempo depois, o caso reforçou o debate sobre a utilização de animais para entretenimento e incentivou estados como Rio de Janeiro e São Paulo a proibirem apresentações com animais.Em Minas Gerais, o cachorro Sansão teve as patas traseiras mutiladas em um ato de vingança, o que gerou revolta nacional. A comoção foi tamanha que o episódio deu nome à Lei Sansão, responsável por ampliar as punições para quem maltratar cães e gatos, incluindo reclusão, multa e proibição de guarda, marcando um dos avanços mais significativos na legislação brasileira.
