Caso Epstein: fotos mostram filho da rainha Elizabeth II ajoelhado sobre mulher deitada no chão
Fotografias que parecem mostrar o príncipe Andrew, irmão do rei Charles III e filho da Rainha Elizabeth II, ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão foram incluídas no mais recente lote de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no âmbito do caso Jeffrey Epstein.
Fotografias que parecem mostrar o príncipe Andrew, irmão do rei Charles III e filho da Rainha Elizabeth II, ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão foram incluídas no mais recente lote de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no âmbito do caso Jeffrey Epstein.As imagens, tornadas públicas nesta sexta-feira (30/1), mostram Príncipe Andrew — anteriormente Duque de York — apoiado sobre uma mulher não identificada, totalmente vestida, que aparece deitada no chão. Em duas fotos, ele parece tocar a região do abdômen da mulher; em outra, olha diretamente para a câmera. Não há informações oficiais sobre o contexto, local ou data em que as imagens foram registradas.Andrew perdeu seus títulos reais e funções públicas em 2022, após a repercussão de seus laços com o bilionário condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein.Além das fotografias, o Departamento de Justiça também divulgou trocas de e-mails que indicam que Epstein teria convidado Andrew para jantar com uma mulher russa de 26 anos, em agosto de 2010 — dois anos depois de Epstein se declarar culpado por aliciar uma menor de idade na Flórida.Nas mensagens, Epstein sugere que Andrew poderia “gostar de jantar” com a jovem, que estaria em Londres. Uma conta identificada como “O Duque”, que se acredita pertencer a Andrew, responde dizendo que estaria em Genebra até o dia 22, mas que ficaria “encantado em vê-la”, pedindo ainda mais informações sobre a mulher.Epstein descreve a jovem como “inteligente, bonita, confiável” e afirma que ela já teria o contato de Andrew. A BBC News informou que não conseguiu verificar a autenticidade dos e-mails de forma independente.Entre os arquivos divulgados, também há um pedido formal de 2020 das autoridades americanas solicitando uma entrevista com Andrew. O documento afirma que havia indícios de que o príncipe poderia ter sido testemunha ou participante de eventos relevantes para a investigação, além de sugerir que ele teria conhecimento das atividades de Ghislaine Maxwell, condenada por ajudar Epstein no tráfico sexual de menores.Apesar disso, o próprio documento ressalta que Andrew não era alvo da investigação e que não havia provas suficientes de que ele tivesse cometido crimes sob a lei americana. O príncipe sempre negou qualquer irregularidade.Em 2022, Andrew fechou um acordo extrajudicial com a americana Virginia Giuffre, que o acusava de abuso sexual quando tinha 17 anos. O príncipe negou as acusações, e o acordo não incluiu admissão de culpa.Ao todo, o Departamento de Justiça dos EUA publicou mais de 3 milhões de páginas, além de 180 mil imagens e cerca de 2 mil vídeos, relacionados às investigações sobre Epstein, que morreu na prisão em 2019. A divulgação ocorreu após atraso no cumprimento de um prazo legal estabelecido pelo então presidente Donald Trump.Segundo o vice-procurador-geral Todd Blanche, a liberação dos arquivos busca garantir “transparência ao povo americano”.
