“Agente secreto” de Moro revela perseguição ao PT na Lava Jato

Tony Garcia solta o verbo sobre Moro!

Tony Garcia, ex-agente secreto de Moro, revelou perseguição ao PT em novo depoimento em relação a Operação Lava Jato.Isso porque ele afirmou que recebia informações exclusivamente contra o PT, vindas inclusive de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados. Ele disse em depoimento que cedeu à força-tarefa informações transmitidas pelo então deputado Eduardo Cunha contra o PT. Informações de Daniela Lima do UOL.+ Peninha defende que evangélicos não deveriam votar“A todos a sra. pode perguntar. Eu trabalhei ininterruptamente até 2018, desde 2005. Eu trabalhei para o Ministério Público. Pelas minhas amizades e meus relacionamentos, eu levei ao Ministério Público informações que resultaram em várias condenações que o PT sofreu”, disparou.“Condenações que o PT sofreu de várias informações que eu recebia e passava ao dr. Januário [Paludo] e ao dr. Carlos Fernando [dos Santos Lima], principalmente. E eu recebia de uma pessoa que era muito amiga minha e tinha um poder enorme, que era o deputado Eduardo Cunha”, prosseguiu ele.Ele é elemento de investigação sobre possíveis abusos judiciais na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Lava Jato. Tony disse que frequentava o Ministério Público constantemente. “Eles confiavam em mim”, declarou.Sergio Moro nega. “O senador desconhece o assunto e não tem qualquer envolvimento. A colaboração de Tony Garcia foi celebrada em 2004 com o MPF e perdurou por dois anos, com gravações autorizadas judicialmente de suspeitos e com acompanhamento policial. Após o sentenciamento do caso, em 2006, com a concessão de benefícios, cessou qualquer colaboração do criminoso junto à 13ª Vara. Não existe nenhuma relação desse caso de 2004-2006, no qual Eduardo Cunha não foi investigado, com o processo uma década depois movido pelo PGR contra o então deputado federal”, disse Moro em nota.+ Zema se afasta de Bolsonaro e critica ‘idolatria’ ao ex-presidenteJá Eduardo Cunha foi sincerão e confirmou. “Conheci Tony Garcia na campanha do [Fernando] Collor, ainda no fim da década de 1980. Depois ele foi deputado estadual, tentou se eleger ao Senado e perdeu. Eu tinha, portanto, uma relação com ele”, declarou para Daniela Lima.“Ele me procurou, sim, diversas vezes, no período em que eu estava como presidente da Câmara, buscando informação minha e aparentando ter informações sobre a Lava Jato. Hoje não tenho dúvida de que ele fazia um papel de leva e traz de informações”, comentou Cunha.Vale lembrar que juízes não podem agir em conluio com o Ministério Público, visto que este é uma das partes. É como se no futebol, o árbitro combinasse com um dos times. Daí vem a controvérsia apontada por Tony Garcia.Suzane von Richthofen criou uma estratégia “matadora” para conseguir a herança milionária do tio morto. Além disso, ela levou o Subaru XV do tio por “questões de segurança”… Leia Mais!

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