Causa da morte de corretora assassinada por síndico é revelada em atestado; VEJA

Velório será em Minas Gerais

O atestado de óbito da corretora de imóveis Daiane Alves Souza confirmou que a morte foi causada por um disparo de arma de fogo na cabeça, com traumatismo cranioencefálico, conforme documento divulgado em (04/02), após análise das autoridades em Goiás. O caso envolve investigação sobre homicídio atribuído ao síndico do prédio onde a vítima morava. As informações são do g1.O corpo passou por liberação da Polícia Técnico Científica de Goiás na terça-feira (03/02), depois da conclusão da identificação por DNA dentário. O velório está marcado para esta quarta-feira, a partir das 13h, no Cemitério Parque dos Buritis, em Uberlândia, com sepultamento previsto para as 17h no mesmo local.Ao g1, a defesa de Cleber Rosa de Oliveira, que admitiu a autoria do crime, informou que aguarda o encerramento das investigações antes de comentar detalhes. Em nota, os advogados declararam: “O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que os fatos ocorridos em Caldas Novas/GO ainda estão sendo apurados, e o compromisso do Sr. Cléber em contribuir com as autoridades públicas”.Na sequência, a defesa reforçou a postura adotada durante a apuração. “Ressalte-se que o Sr. Cleber ainda não foi ouvido pelo delegado responsável e aguarda a realização da audiência de custódia. Além disso, a defesa salienta que não há qualquer envolvimento do filho Maicon Douglas de Oliveira na morte da Sra. Daiane Alves de Souza”.De acordo com a família, o conteúdo do atestado de óbito levanta pontos que ainda dependem de esclarecimento técnico, o que deve ocorrer com a conclusão dos laudos periciais. O advogado Plínio Mendonça afirmou que os exames pendentes são fundamentais para esclarecer todas as circunstâncias.A corretora ficou desaparecida por mais de 40 dias até que restos mortais foram localizados em 28 de janeiro, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em estágio avançado de decomposição. O último contato conhecido ocorreu em 17 de dezembro, por volta das 19h, quando a vítima saiu do elevador no subsolo do edifício onde residia havia dois anos.Segundo relato da mãe, a descida ao subsolo ocorreu para tentar restabelecer o fornecimento de energia do apartamento, já que interrupções eram frequentes mesmo sem atraso no pagamento da conta. Cleber Rosa de Oliveira está preso temporariamente sob suspeita de homicídio, enquanto Maicon Douglas de Oliveira chegou a ser detido por suspeita de auxiliar na ocultação de provas.A defesa de Maicon declarou ao g1 que “não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão e que está adotando todas as medidas processuais cabíveis para restabelecer a liberdade dele o mais breve possível”.Até o momento, a arma apontada como utilizada no crime não foi apresentada. A perícia não encontrou vestígios aparentes de sangue no local nem no veículo associado ao investigado. O telefone celular da corretora foi localizado na tubulação de esgoto da garagem do prédio e permanece sob análise técnica.

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