Ricardo Tozzi conta choque com morte de colega de novela da Globo: ‘Foi muito rápido’

Ator relembra a colega de 'Cheias de Charme' e fala ao Terra sobre a vida fora das redes sociais

A morte de Titina Medeiros, vítima de câncer, pegou colegas e o público de surpresa. A atriz não havia tornado público o diagnóstico de câncer, e a notícia repercutiu de forma intensa entre artistas que conviveram com ela. Ricardo Tozzi, que contracenou diretamente com Titina na novela Cheias de Charme (2012) — que lançou a atriz para o estrelato –, descreve o impacto da perda como imediato. “Foi um grande choque, até porque foi muito rápido. Em menos de um ano, tudo aconteceu”, disse ao Terra.Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do TerraSegundo ele, a decisão da atriz de viver o processo de forma reservada dizia muito sobre quem ela era. “A Titina escolheu ficar reclusa. Acho que isso também mostra um pouco do caráter que ela tinha, de não querer se expor. Hoje em dia as pessoas até engajam doenças, mas ela era tão nobre, tinha um coração tão bonito”, diz.Para Tozzi, a comoção coletiva após a morte foi um reflexo direto dessa trajetória. “Ela era uma explosão de talento, mas com uma humildade de ser humano e um entendimento da vida. Todo mundo fez homenagem com o coração inteiro”.“Como eu acredito muito em coisas espirituais, acho que ela só cumpriu o tempo dela. Gente boa demais”, resume.A escolha pela discrição também faz parte da forma como Ricardo Tozzi lida com a fama e com a exposição. Levando uma vida mais “low profile” nas redes sociais, ele afirma que a decisão está diretamente ligada à sua saúde mental.“Eu acredito que devo expor o meu trabalho e deixar a pessoa física quieta em casa”, diz. “Meu estilo é muito discreto, é assim que fui educado, é assim que eu gosto de ser, é assim que me faz sentido”, pontua.Para ele, a relação com a arte funciona como eixo de equilíbrio. “A coisa mais divina que eu posso fazer, que mais me faz bem, é estar no palco”, afirma. “Esse encontro com a arte me preenche de uma tal forma que todo o resto faz sentido”.Segundo Tozzi, a escolha o ajuda a filtrar o que realmente importa. “Tudo que não me faz sentido, que não me pertence, eu fecho uma janelinha. Isso eu aprendi com a carreira”.Atualmente em cartaz em São Paulo com a peça TOC TOC, Ricardo vê no espetáculo uma extensão dessas reflexões. A comédia aborda o transtorno obsessivo compulsivo a partir do humor, sem perder a seriedade do tema.“O mérito desse texto é conseguir transformar algo muito sério em algo leve”, explica. “Todos estão no mesmo barco, tentando resolver seus problemas através do amor e do acolhimento”.Para o ator, a força da montagem está justamente na forma de pensar o coletivo. “Isso torna o espetáculo hiper-humano”, afirma. “Essa humanidade, esse bom senso, essa vontade de agregar e ajudar os outros é o que está faltando no mundo.”

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