Aos 84 anos, jornalista do SBT já teve salário de R$ 563 mil em emissora concorrente

Comentarista ajudou a elevar o “teto salarial” do jornalismo brasileiro e leva uma vida discreta

O SBT confirmou recentemente a chegada de Boris Casoy (84) para reforçar o time de analistas do SBT News. O jornalista passa a fazer parte do quadro fixo de comentaristas do telejornal, marcando seu retorno à emissora de Silvio Santos (1930-2024), que foi decisiva em sua trajetória.A estreia representou a volta de um dos nomes mais tradicionais do jornalismo brasileiro à casa onde construiu um dos capítulos mais importantes da carreira. Quando o assunto é dinheiro, Casoy prefere ser discreto, já que nunca divulgou números oficiais sobre patrimônio, mas bastidores da TV ajudam a entender como ele construiu uma carreira de altos contratos.Nos anos 90, comandou o TJ Brasil no SBT, tornando-se símbolo do “âncora estrela”, que é um modelo importado dos EUA em que o jornalista deixa de ser apenas apresentador para se tornar uma marca. Muitos profissionais do setor falaram que ele tinha um dos maiores salários do jornalismo na época, o que ajudou a elevar o teto de remuneração da categoria.Diferente das celebridades que esbanjam luxo e ostentação, Casoy tem um estilo conservador, focado em segurança patrimonial e investimentos de longo prazo, segundo colegas. Apesar de não existir oficialmente os números exatos da sua fortuna, o jornalista teve passagens por grandes redes, além do SBT, como Record, Band, CNN Brasil e RedeTV!, com salários altos, chegando a R$ 563 mil reais por mês em 2011, na Record.Ele também fez participações em programas renomados, indicando uma estabilidade financeira considerável, com ganhos significativos ao longo dos anos. Houveram até disputas judiciais por pagamentos devidos, como uma indenização bilionária na Record. Boris é a prova de que não só ganhou bem transformando o mundo do jornalismo televisivo, como também ajudou a redefinir quanto um jornalista poderia valer.Após sua saída em 2005, da Record, o jornalista processou a emissora alegando quebra de contrato. A demissão teria ocorrido antes do fim do vínculo contratual, além da emissora não ter cumprido com as obrigações previstas. Por sua vez, a empresa defendeu que o encerramento foi feito dentro das condições aceitáveis, e tentou pagar apenas parte do valor restante do contrato.Após anos de disputa judicial, Boris levou a melhor e ganhou entre R$ 9 milhões e R$ 10 milhões, como compensação pelos salários e multas contratuais. Casoy chegou a confirmar em entrevistas que recebeu a indenização, encerrando um dos processos trabalhistas mais comentados envolvendo o mundo do jornalismo e as grandes emissoras no país.

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