Jornal americano inclui Wagner Moura entre as 50 pessoas mais influentes dos EUA
O ator brasileiro Wagner Moura foi incluído na Post Next 50, lista anual divulgada pelo jornal The Washington Post que reúne as 50 personalidades consideradas mais influentes e decisivas para os rumos dos Estados Unidos.A seleção destaca figuras de diferentes áreas — cultura, política, esportes e entretenimento — e inclui nomes como o jogador espanhol […]
O ator brasileiro Wagner Moura foi incluído na Post Next 50, lista anual divulgada pelo jornal The Washington Post que reúne as 50 personalidades consideradas mais influentes e decisivas para os rumos dos Estados Unidos.A seleção destaca figuras de diferentes áreas — cultura, política, esportes e entretenimento — e inclui nomes como o jogador espanhol Lamine Yamal, o ator Cory Michael Smith, a humorista Keyla Monterroso Mejia, integrantes do grupo de K-pop Katseye, o prefeito de Nova York Zohran Mamdani e Kai Trump, neta do ex-presidente Donald Trump.Ao comentar a presença do brasileiro na lista, o jornal ressalta que Moura recebeu sua primeira indicação ao Oscar, sendo descrito como uma “superestrela”. O perfil publicado destaca que o ator passou dez anos sem atuar em língua portuguesa até protagonizar “O agente secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho — trabalho que marcou seu retorno ao cinema nacional e lhe rendeu novo reconhecimento internacional.A publicação também relembra que a carreira de Moura nos Estados Unidos ganhou força após sua atuação como Pablo Escobar na série Narcos, da Netflix, papel que o projetou mundialmente.Segundo o jornal, o próprio ator atribui parte de sua trajetória internacional ao ambiente político vivido no Brasil nos últimos anos. Moura já declarou que o período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro tornou “impossível” exercer plenamente sua profissão no país.O texto também enfatiza o posicionamento político do artista. Já cidadão americano, Wagner Moura manifesta publicamente suas opiniões e não evita temas sensíveis. A publicação destaca que ele critica abertamente a guerra em Gaza e denuncia ações do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA), classificando-as como racistas.Para o jornal, Moura “provou ser um ator que não apenas apoia causas simbolicamente, mas que defende aberta e publicamente suas crenças políticas”.“O agente secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou quatro indicações ao Oscar, igualando o feito de Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, em 2004.O longa brasileiro concorre nas categorias de melhor filme, melhor filme internacional, melhor elenco e melhor ator — com Wagner Moura entre os indicados.A inclusão do ator na lista do Washington Post consolida uma trajetória que atravessa fronteiras e idiomas, combinando reconhecimento artístico, projeção internacional e atuação política ativa — marcas que o colocam hoje entre os nomes mais influentes do cenário cultural nos Estados Unidos.
