Nikolas Ferreira promete acionar MP após polêmica em desfile da Acadêmicos de Niterói
Parlamentar critica alegoria com “neoconservadores” e fala em intolerância religiosa no Carnaval do RJ
O desfile da Acadêmicos de Niterói virou assunto fora da avenida. Nesta quarta feira, 18, o deputado federal Nikolas Ferreira afirmou que irá recorrer ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra a escola após uma ala representar “neoconservadores” dentro de latas durante a apresentação que homenageou Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do Metrópoles.A fantasia, que mostrava famílias “em conserva”, provocou reação imediata de parlamentares da oposição e de setores evangélicos alinhados ao ex presidente Jair Bolsonaro. Nas redes sociais, circularam montagens e críticas direcionadas à agremiação.Nikolas declarou que a alegoria ultrapassou o campo da crítica política. “No desfile da Acadêmicos de Niterói, a ala que retratou os cristãos numa “lata de sardinha” como se fossem algo a ser descartado, ultrapassou o limite da crítica política e entrou no terreno perigoso do preconceito religioso […] Carnaval é cultura. Fé é direito fundamental. Já a intolerância religiosa é crime”, afirmou o parlamentar.A repercussão também mobilizou a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro. Em nota assinada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa e pela Comissão Especial de Advogados Cristãos, a entidade classificou a representação como prática de preconceito religioso direcionado aos cristãos e citou o artigo 5º, inciso VI, da Constituição, que trata da liberdade de crença.A escola, por sua vez, explicou que a proposta da ala era retratar os chamados neoconservadores, definidos pela agremiação como um grupo que se posiciona contra pautas defendidas por Lula, incluindo temas como privatizações e o fim da escala de trabalho 6×1.Segundo a própria Acadêmicos de Niterói, a fantasia simbolizava uma defesa da chamada família tradicional formada por homem, mulher e filhos, além de mencionar representantes do agronegócio, defensores da Ditadura Militar e grupos religiosos evangélicos como parte do conceito apresentado na avenida.
