Mulher se segura em poste em meio à enxurrada causada por enchente; VEJA VÍDEO

Chuvas intensas deixaram mortos, desaparecidos e levaram município a decretar calamidade pública

Um vídeo divulgado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais mostra uma mulher segurando um poste em meio à enxurrada provocada pela forte chuva que atingiu Juiz de Fora na terça-feira (24/02). O temporal resultou em 28 mortes confirmadas até o início da tarde, sendo 21 na cidade e sete em Ubá, além de dezenas de desaparecidos. As informações são do O GLOBO.As imagens revelam o avanço da água sobre ruas e imóveis. Em alguns pontos, o nível ultrapassou muros e alcançou janelas, chegando a cobrir praticamente o primeiro andar de uma residência. Também é possível ver moradores pedindo ajuda por frestas que restaram acima da linha da enchente.Fevereiro acumulou 584 milímetros de precipitação, tornando-se o mês mais chuvoso da história local. O recorde anterior, de 1988, somava 456 milímetros. Segundo a prefeitura, o volume representa 270 por cento do esperado para o período, estimado em 170,3 milímetros.De acordo com o Corpo de Bombeiros, o transbordamento do Rio Paraibuna e os deslizamentos provocaram ao menos 40 chamadas de emergência durante a madrugada. Há ainda dezenas de desaparecidos.“As equipes atuam no atendimento a ocorrências de alagamentos, soterramentos, imóveis com risco estrutural e retirada preventiva de moradores em áreas vulneráveis. O reforço operacional inclui militares especializados, cães de busca e equipamentos específicos para atuação em desastres”, informou a corporação, que recebeu apoio de 20 bombeiros de Belo Horizonte.A prefeitura informou que deslizamentos com vítimas ocorreram em bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. A Defesa Civil contabilizou 251 atendimentos ao longo do dia. A prefeita Margarida Salomão declarou que diferentes áreas da cidade ficaram isoladas pela água. “Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados. O rio Paraibuna saiu da calha, que também é uma coisa histórica. Os córregos estão todos absolutamente transbordando. Então, é uma situação de calamidade”, afirmou.Durante a madrugada, a administração municipal decretou estado de calamidade pública por 180 dias, suspendeu aulas na rede municipal e autorizou trabalho remoto para servidores. O governo federal reconheceu a situação, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade às vítimas.Três escolas municipais foram destinadas ao acolhimento de desabrigados. O município também decretou luto oficial de três dias. Veja o vídeo:

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