Capivara com fita plástica presa ao corpo é resgatada perto de rio; VEJA VÍDEO
Objeto comprimía o tórax do animal e representava risco grave à saúde
Uma capivara foi resgatada na quinta-feira (26/02) nas imediações do Rio Pinheiros, na Zona Sul de São Paulo, após ser encontrada com uma fita plástica apertando a região do tórax. O material pressionava o corpo do animal e representava ameaça à sobrevivência. As informações são do g1 SP.Funcionários da ViaMobilidade, concessionária responsável pela Linha 9-Esmeralda, identificaram a capivara nas proximidades da estação Santo Amaro. A equipe acompanhou a movimentação do animal por alguns dias antes de solicitar apoio de voluntários do Projeto CAPA, Centro de Apoio e Proteção Animal, que monitora cerca de 120 capivaras ao longo dos 25 quilômetros do rio.Para garantir segurança durante a captura, voluntários montaram uma armadilha adequada, com porta aberta e isca de cana-de-açúcar, estratégia que permitiu atrair a capivara sem provocar estresse excessivo. Após o manejo, a equipe retirou a fita que pressionava o tórax e realizou avaliação antes de devolver o animal ao ambiente natural.De acordo com o Projeto CAPA, resíduos como sacolas plásticas, cordas, mochilas e peças de roupa frequentemente ficam presos nas capivaras que vivem às margens do Rio Pinheiros. A presidente da organização, Mariana Aidar, afirma que as sacolas costumam ser menos preocupantes. “É mais fácil de retirar ou, às vezes, quando a gente chega, já caiu”, diz. O contato constante com a água e com detritos submersos contribui para que esse tipo de material se rompa.O maior perigo envolve fitas de polietileno utilizadas para amarrar materiais de construção. “É uma fita rígida, bem dura. Entra pela cabeça ou pelas patas e para no dorso. A capivara vai crescendo e aquilo não arrebenta. Começa a ferir o animal inteiro”, explica.A organização orienta que moradores não tentem remover objetos presos em animais silvestres. A prática pode configurar crime ambiental, além de expor pessoas a ataques e comprometer o trabalho técnico. “Se for algo realmente preso ao corpo, a pessoa pode deixar o animal mais arisco, o que prejudica muito o nosso trabalho. A gente sabe que é por boa intenção, mas atrapalha.” Segundo Mariana Aidar, capivaras podem reagir com agressividade quando submetidas a situações de estresse, por isso a recomendação é acionar o Projeto CAPA ou órgãos ambientais competentes ao identificar um animal ferido.Veja o vídeo:Capivara com fita plástica presa ao corpo é resgatada perto do Rio Pinheiros, em SPhttps://t.co/0IKXl8F6fJ #g1 pic.twitter.com/djMnPXEVwI
