Elevador despenca nove andares em prédio comercial e deixa feridas; VEJA VÍDEO

Gestante de seis meses e idosa estão entre as vítimas após queda da cabine

Um elevador de um prédio comercial caiu nove andares na quarta-feira (4), na Galeria Santo Antônio, localizada no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, deixando pessoas feridas, entre elas uma gestante de seis meses e uma idosa. As informações são do g1 PE e da TV Globo.A cabine desceu até o térreo do edifício, que possui 15 pavimentos e cerca de 240 lojas. Relatos das vítimas apontam que o equipamento apresentou problema após parada no 9º andar. Durante tentativa de seguir até o 11º andar, o elevador perdeu força e iniciou a queda.O gestor de marketing Gabriel Teles estava dentro da cabine e descreveu o momento vivido pelos ocupantes. “Eu entrei no elevador no 7º andar e já demonstrava um desnivelamento do andar com o vagão. Quando chegou no 9º, as quatro senhoras, inclusive a senhora que estava cirurgiada, entraram. O vagão tentou pegar força para ir até o 11º, só que, no 10º, ele nem fechou a porta, ficou a porta do elevador aberta e ele começou a despencar”.Gabriel Teles relatou que passageiros imaginaram no início que o sistema de emergência estava em funcionamento. “De início, a gente pensou que era algum sistema de emergência, que ele ia descer devagarinho. Só que ele começou a tomar impulso da queda. As portas estavam abertas, deu pra ver a porta de cada andar. Quando chegou no térreo: ‘boom’. Não sei se a mola foi acionada, alguma coisa assim do tipo”.A cabine transportava, entre outras pessoas, uma gestante de seis meses e uma mulher com cirurgia recente no joelho. Comerciantes da galeria ajudaram na retirada dos passageiros após a parada no térreo. “Nesse momento, a grávida se segurou no espelho, de seis meses, inclusive. A senhora, pelo fato de ter passado por uma cirurgia recentemente, não teve sustentação no joelho dela. O pessoal abriu o elevador na chave de emergência e começaram a sair as pessoas que estavam melhores, todas nervosas. A senhora no chão e a grávida em pânico. Não tinha nenhum profissional competente e responsável por tomar as decisões, quem nos ajudou foram os lojistas”.O advogado da galeria, Jadison Almeida, afirmou em entrevista à TV Globo que o sistema de manutenção dos elevadores está atualizado e atribuiu a queda ao excesso de pessoas dentro da cabine. “Não houve erro mecânico, não foi falta de manutenção, foi um protocolo de segurança. O que houve foi falta de educação dos usuários. Tem uma placa lá, ‘capacidade de seis pessoas’, entraram 12. […] Prestamos a assistência, chamamos o Samu, estamos realizando o acompanhamento, estamos dando toda a assistência cabível. Estamos abertos e à disposição para qualquer esclarecimento”.A dona de casa Ana Paula Rodrigues, gestante de seis meses que estava no elevador, contestou essa versão e afirmou que apenas sete pessoas ocupavam a cabine no momento da queda. “Não tinham 12, tinham sete. Os lojistas que ajudaram a gente, chamaram o Samu, socorreram e tiraram a gente do elevador. Teve negligência da galeria, em nenhum momento ajudaram a gente. Fui socorrida para a Maternidade Bandeira Filho, de lá eu saí direto para a delegacia para prestar um boletim de ocorrência”.Tiago José Silva, marido de Ana Paula Rodrigues, criticou a ausência de suporte por parte da administração da galeria. “Assim que eu cheguei lá, eu procurei a minha esposa, ela estava em uma loja, em uma cadeira. Nem cadeira de rodas a galeria tinha para prestar serviço. Tinham as pessoas da loja que estavam ao redor dela ajudando, de outras lojas. Eu fui na recepção, eles estavam normal. Não tinha gerente da galeria. Ninguém apareceu para dar informação, para acolher o pessoal, para dar um socorro”.Veja o vídeo:

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