Aos 58 anos, rei se aposenta de profissão que exerceu em segredo por 30 anos
Saiba quem é o líder de país que trabalho em profissão secreta por 30 anos
No último dia 11 de março de 2026, um piloto encerrou um ciclo de três décadas na aviação comercial. Ele realizou seu último voo no comando de um Boeing 737 da companhia aérea holandesa KLM. O que torna essa história diferente da rotina normal da aviação é que, durante todos esses anos, os passageiros não faziam ideia de quem estava na cabine. A voz que dava os avisos sobre o tempo e a rota no sistema de som do avião usava apenas o nome de “Meneer van Buren”. Com as portas de segurança das cabines sempre trancadas durante os voos, a identidade visual do copiloto ficava protegida, permitindo que ele trabalhasse como qualquer outro funcionário da empresa.O esquema de voos funcionou de forma constante e organizada. O piloto entrava na escala da companhia aérea cerca de três vezes por mês. Ele assumia rotas comerciais regulares pela Europa, cumprindo todas as exigências técnicas e os protocolos de segurança da profissão. Durante esse período de 30 anos de serviço, ele transportou milhares de pessoas de diferentes perfis. O diário de voo inclui viagens com torcedores de futebol indo para Praga acompanhar partidas da Liga Europa, famílias levando crianças para a Lapônia, além de rotas de férias para destinos como Ibiza e Málaga. Tudo ocorreu sem que o público a bordo suspeitasse de quem estava no controle da máquina.O homem por trás do codinome é Willem-Alexander, o Rei dos Países Baixos. Aos 58 anos de idade, o monarca manteve esse mistério de forma planejada. Ele trocava o luxo dos palácios, as comitivas de segurança e os rígidos protocolos de Estado pelo ambiente técnico e direto de um avião comercial.Essa vida dupla em segredo permitia que ele atuasse anonimamente na sociedade, como um civil em seu turno de trabalho. Em entrevistas passadas, ele chegou a declarar que, se não tivesse nascido na família real, sua escolha definitiva de carreira teria sido exatamente a aviação.Aposentar-se do Boeing 737 não significa que o monarca vai parar de voar comercialmente. De acordo com informações divulgadas pela própria KLM e repercutidas pelo portal especializado Aviation Circle, a companhia está atualizando seus equipamentos.Os modelos 737 estão sendo substituídos por aeronaves mais modernas da família Airbus A321neo. Em um comunicado oficial da KLM sobre a despedida do modelo Boeing, o rei Willem-Alexander afirmou:“Ao longo dos anos, levamos tantos passageiros do ponto A ao ponto B com o 737. Essa mistura de pessoas e momentos tornou o voo algo especial. Espero receber novamente essa mesma companhia a bordo do Airbus”.Na aviação, mudar de um avião da Boeing para um da Airbus exige estudo, pois os sistemas dos aviões são diferentes. Para continuar pilotando os aviões de passageiros da KLM, Willem-Alexander passará por um processo de retreinamento focado na nova tecnologia. O objetivo é garantir que ele domine os novos computadores de bordo antes de voltar a atuar como piloto convidado.Enquanto conclui essa etapa de estudos, o rei não deixará de voar. Ele continuará operando o Boeing 737-700 BBJ1 da Real Força Aérea Holandesa, a aeronave oficial usada pelo governo em viagens diplomáticas. Com isso, ele consegue manter suas horas de voo em dia e preservar sua licença profissional ativa, conciliando as funções de chefe de Estado com a rotina da aviação. Um post compartilhado por CARAS (@carasbrasil)
