Dono de R$ 227 bilhões aos 44 anos, brasileiro mais rico do mundo foi expulso da empresa que fundou

Expulso da própria empresa, o homem mais rico do Brasil lidera a Forbes aos 44 anos; descubra quem é o bilionário e como vive no exterior

Imagine liderar a lista de pessoas mais ricas de um país inteiro, mas carregar no currículo uma demissão forçada da gigante de tecnologia que você mesmo ajudou a criar. Essa é a realidade do brasileiro que hoje ocupa o topo do ranking de bilionários. A história começa no ano de 2003, muito antes de usarmos o celular para rolar o feed de notícias. Naquela época, o projeto dava seus primeiros passos e o primeiro servidor da plataforma foi instalado na garagem da casa dos pais desse investidor. No início, ele cuidava do dinheiro e da administração, enquanto o sócio, um jovem universitário, programava o site.Com o tempo, o crescimento rápido da empresa cobrou seu preço. O clima entre os fundadores azedou de vez quando o sócio programador se mudou para a Costa Oeste dos Estados Unidos e começou a ouvir investidores do Vale do Silício, como Sean Parker. O ponto sem volta aconteceu em um momento crítico: o brasileiro bloqueou a conta bancária da startup.A resposta veio em 2005. A empresa passou por uma reestruturação no estado americano de Delaware. Na prática, foi uma manobra para criar uma nova organização e derrubar a fatia do brasileiro no negócio de 24% para menos de 10%. Logo depois, ele foi formalmente excluído das operações, sem qualquer poder de decisão na companhia. Uma longa batalha na justiça garantiu a ele uma compensação financeira e a manutenção de apenas 2% das ações originais.Afinal, quem é o personagem principal dessa disputa corporativa? Aos 44 anos, Eduardo Saverin, dono de fortuna de R$ 227 bilhões, cultiva uma vida de mistério, bem longe dos holofotes da mídia e do Brasil. Nascido em São Paulo no ano de 1982, ele se mudou para Miami aos 11 anos de idade. Estudou Economia na Universidade de Harvard, onde toda a fundação do Facebook ocorreu ao lado de Mark Zuckerberg.Hoje, o empresário vive cercado de alto luxo na Ásia. Morando em Singapura desde 2009, ele agitou o mercado imobiliário local em 2017 ao comprar uma cobertura no edifício Sculptura Ardmore, construído ao lado de um parque na cidade-Estado. O espaço de 956 metros quadrados custou o preço recorde de US$ 44,2 milhões. Convertendo para a cotação daquela época, o imóvel bateu a casa dos R$ 145 milhões.Se essa história de rivalidade e muito dinheiro parece familiar, é porque ela foi parar nas telas de cinema. A disputa entre Saverin e Zuckerberg rendeu o roteiro do filme “A Rede Social”. A produção mostrou ao público como a briga pelo controle de uma ideia bilionária encerrou a parceria dos fundadores.O tempo provou que os 2% de ações que restaram no bolso do brasileiro após a expulsão seriam suficientes para construir um império. Segundo os dados da lista da Forbes, divulgada em 2025, Eduardo Saverin é o maior bilionário do país pelo segundo ano seguido. Longe da gestão da empresa, ele viu seu patrimônio crescer 45,5% na transição de 2024 para 2025, consolidando sua liderança no ranking financeiro.  Um post compartilhado por CARAS (@carasbrasil)

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