Suzane von Richthofen revela o verdadeiro motivo do assassinato dos pais 24 anos após o crime; VEJA

Produção traz versão da condenada sobre relação com os pais e envolvimento com Daniel Cravinhos

Na segunda-feira (06/04), foram divulgados detalhes de um documentário em que Suzane von Richthofen apresenta sua versão sobre o assassinato dos pais e os acontecimentos que antecederam o crime, em produção exibida pela Netflix. O material aborda o histórico familiar e o relacionamento com Daniel Cravinhos. As informações são do jornal O Globo.Intitulado “Suzane vai falar”, o longa reúne depoimentos da própria condenada, que cumpre pena de 39 anos de prisão. A produção ainda não tem data oficial de lançamento, mas passou por uma pré-estreia restrita.Durante a entrevista, Suzane descreve uma convivência marcada por distanciamento e cobranças dentro de casa. “Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando”, contou.Ela também relatou episódios de violência doméstica e afirmou que o vínculo mais próximo era com o irmão. “Minha família não era família Doriana. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós”, disse.Segundo o depoimento, o relacionamento com Daniel Cravinhos passou a ocupar papel central em sua vida. A relação enfrentou resistência dentro de casa, o que intensificou conflitos familiares. “Ele [Manfred, pai de Suzane] me deu um tapão na cara tão forte que meu rosto virou para o lado”, relembrou.A entrevistada afirmou que o planejamento do crime foi construído ao longo do tempo. “Foi um mês de liberdade total. Um sonho que não queria que acabasse”, contou.O assassinato ocorreu em 31 de outubro de 2002, quando Manfred e Marísia von Richthofen foram mortos enquanto dormiam. Suzane afirmou ter aguardado em outro cômodo durante a ação. “Se eu parasse para pensar, aquilo não aconteceria. Quando tudo terminou, o impacto veio de forma imediata. Não tinha mais como voltar atrás. O que fiz não tem mais volta”, disse.A produção também aborda a vida atual da condenada, que formou família e teve um filho. Ao comentar o presente, ela afirmou que enxerga mudança em sua trajetória. “Aquela Suzane ficou lá no passado. A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais”, disse.“Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou”, concluiu.

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