Especialistas alertam para aumento de casos de gripe e reforçam prevenção

O aumento na circulação do vírus da gripe tem preocupado especialistas em saúde.

A Prefeitura de João Pessoa reitera à população que a Influenza não é “apenas uma gripizinha”. Com a chegada antecipada do vírus em 2026, o Brasil já enfrenta um aumento nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o que tem pressionado o sistema de saúde em vários estados. Em João Pessoa, a situação segue a mesma tendência. Clínicas e serviços de saúde já notaram um aumento na procura por atendimentos ligados a síndromes respiratórias, principalmente entre crianças.Dados preliminares apontam que, até 14 de março, o País contabilizou 14,3 mil casos de SRAG, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves identificados, a Influenza é responsável por 28,1% das infecções. O cenário preocupa especialistas, principalmente pela tendência de crescimento dos casos graves.Mais do que sintomas leves como febre e mal-estar, a gripe pode evoluir para complicações sérias, como pneumonia bacteriana, sinusite, otite, desidratação e agravamento de doenças crônicas, podendo levar à internação e até à morte.Em João Pessoa, o progresso é indicado pelo Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, que revela que, após um período de queda entre 2019 e 2021, os casos de SRAG por Influenza começaram a aumentar novamente em 2022, alcançando o pico em 2025, com 132 ocorrências. Até o momento em 2026, foram registradas 27 ocorrências, um número maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior.“A vacinação segue como a principal forma de prevenção. Seguimos fazendo esse alerta e reforçando o chamamento principalmente para quem faz parte do grupo prioritário”, destacou Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa. “Essa proteção está disponível em todas as salas de vacinas da Rede Municipal, é segura, eficaz e atualizada anualmente para acompanhar as variações do vírus”, completou.A campanha segue até o dia 30 de maio e tem como meta atingir 90% de cobertura vacinal entre os grupos prioritários. Neste primeiro momento, a vacinação será destinada exclusivamente a esse público, que inclui crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais, povos quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas em situação de rua, professores, profissionais das forças de segurança e das Forças Armadas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e portuários, além de pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais.

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