Leo Dias recebeu quase R$ 10 milhões do Banco Master e R$ 2 milhões de empresa ligada; entenda
Relatórios apontam transferências associadas ao Banco Master e levantam questionamentos sobre movimentações financeiras
Empresas ligadas ao jornalista Leo Dias passaram a ser analisadas por órgãos de controle após a identificação de transferências milionárias associadas ao Banco Master. Documentos produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontam que os repasses ocorreram ao longo de mais de um ano e chamaram atenção pelo volume financeiro. As informações são do Correio Braziliense.De acordo com os dados, entre fevereiro de 2024 e maio de 2025, cerca de R$ 9,9 milhões foram enviados diretamente para a empresa Leo Dias Comunicação e Jornalismo. No mesmo período, outros R$ 2 milhões teriam sido repassados por meio de uma terceira companhia abastecida com recursos ligados ao banco, totalizando R$ 11,9 milhões relacionados às operações.Segundo informações divulgadas pelo jornal Estadão, a defesa do jornalista afirma que os valores recebidos fazem parte de um contrato comercial firmado com o Will Bank, que integrava o grupo financeiro citado nos relatórios.A equipe jurídica sustenta que o acordo envolvia ações publicitárias realizadas entre outubro de 2024 e outubro de 2025, negando qualquer relação com investimentos societários ou aportes financeiros fora do âmbito comercial.Os documentos analisados também indicam que, em um intervalo de cerca de 15 meses, a empresa ligada ao jornalista registrou aproximadamente R$ 34,9 milhões em entradas financeiras. Já as saídas somaram cerca de R$ 35,7 milhões, incluindo pagamentos feitos por meio de boletos emitidos em nome de terceiros, o que foi citado como ponto de atenção no relatório.Outro trecho dos documentos menciona o envio adicional de R$ 2 milhões à empresa do jornalista por uma companhia chamada LD Produções, pertencente ao empresário Flávio Carneiro, apontado como pessoa próxima a integrantes ligados ao banco.Os registros também indicam que parte dos valores recebidos por empresas relacionadas teria origem majoritária em recursos do Banco Master, além de apontar ligações com empresas de tecnologia que prestavam serviços para portais digitais.Em manifestações públicas, a assessoria de Leo Dias reafirmou que todas as movimentações financeiras citadas são resultado de contratos publicitários legítimos e que não houve participação societária ou investimento direto por parte dos empresários mencionados nos relatórios.
