Carros de luxo e 86 imóveis: operação mira grupo que vendia casas para lavar dinheiro
Segundo a investigação, grupo utilizava laranjas e empresas de fachada para mascarar os lucros do parcelamento e venda de imóveis irregulares no Norte da Ilha
Uma ação da Polícia Civil, realizada na última terça-feira , congelou aproximadamente R$ 170 milhões em propriedades de três indivíduos, investigados por lavagem de dinheiro em Florianópolis. O delito consistiria na apropriação, venda parcelada ilegal e revenda de terrenos irregulares.As investigações da DLAV (Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro) começaram em 2023, após apurações iniciadas em duas especializadas: delegacias de Crimes Ambientais e de Crimes contra as Relações de Consumo.Segundo o delegado responsável pelo caso, o grupo agia a partir de empresas incorporadoras que vendiam propriedades, principalmente, nos bairros Ingleses, Rio Vermelho, Canasvieiras e Jurerê, no Norte da Ilha. A Polícia Civil acredita que os crimes relacionados à lavagem de dinheiro em Florianópolis vêm sendo cometidos desde 2012“Esse tipo de crime é bastante comum em Florianópolis, principalmente, por ser muito lucrativo. A nossa atuação busca, justamente, a asfixia financeira do grupo para retirar das ruas, o patrimônio proveniente do crime”, afirmou o delegado Jeferson Alessandro Prado Costa.
