Padre que criticou fé de Preta Gil não será indiciado, diz polícia da PB

Preta Gil morreu no domingo, 20 de julho, em Nova York (EUA)

O inquérito da Polícia Civil da Paraíba, concluído na segunda-feira (10/11), não resultará em acusações judiciais contra o padre Danilo César de Sousa Bezerra, da diocese de Campina Grande (PB). Ele foi acusado pela Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria de Souza por incitação ao racismo e intolerância religiosa devido a declarações que fez a respeito da morte de Preta Gil, filha do cantor Gilberto Gil.Segundo o portal G1, depois de ouvir as testemunhas, a polícia entendeu que a conduta do padre não se enquadra em crime previsto por lei.Preta Gil morreu no domingo, 20 de julho, em Nova York (EUA), onde fazia tratamento contra câncer no intestino.A fala do padre Danilo sobre a cantora foi na missa do domingo 27 de julho, na paróquia São José, em Areial (PB). Ele fez referência às crenças da artista, ligadas a religiões afro-brasileira, dizendo: “Ah padre, eu peço saúde, mas não alcanço saúde. Porque Deus sabe o que faz, meu filho. Se for para você morrer, vai morrer, e Deus sabe que a morte é o melhor para você. É difícil a gente entender isso”.Depois, ele mencionou diretamente a morte da cantora: “Qual é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê o poder dos orixás que não ressuscitou a Preta Gil. Está lá, já enterraram”.

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