Bolsonaro revela como tentou violar tornozeleira eletrônica; veja VÍDEO
Neste sábado (22), relatório produzido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal apontou que Jair Bolsonaro informou à Polícia Federal ter utilizado “solda para tentar abrir o equipamento” ao ser questionado sobre danos identificados na tornozeleira eletrônica. As informações são do UOL.Segundo o documento, agentes identificaram marcas extensas de queimadura ao redor […]
Neste sábado (22), relatório produzido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal apontou que Jair Bolsonaro informou à Polícia Federal ter utilizado “solda para tentar abrir o equipamento” ao ser questionado sobre danos identificados na tornozeleira eletrônica. As informações são do UOL.Segundo o documento, agentes identificaram marcas extensas de queimadura ao redor do case, incompatíveis com a justificativa inicial de impacto em uma escada.O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica registrou alerta de violação às 00h07, acionando equipe posicionada nas imediações da residência monitorada. Após autorização para entrada, os policiais conduziram a verificação em área com iluminação adequada. A pulseira da tornozeleira não apresentava danos, mas o dispositivo, de número de série 85916, precisou ser substituído pelo equipamento 85903, instalado após testes de funcionamento.Vídeo divulgado pela Seape mostra parte do diálogo durante a inspeção. Em trecho reproduzido no relatório, o agente pergunta: “O senhor usou alguma coisa para queimar isso aqui?” e ouve como resposta: “Coloquei ferro quente.” Questionado sobre o tipo de instrumento, Bolsonaro afirma: “Ferro de soldar.” Ao ser indagado sobre o horário da ação, responde: “Final da tarde.”A decisão que levou à detenção preventiva determinou o encaminhamento de Jair Bolsonaro à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A medida será submetida a referendo da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em sessão marcada para segunda-feira, das 8h às 20h. A cautelar não corresponde ao início da execução da pena de 27 anos e três meses definida no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado. A defesa tem prazo até 23h59 da próxima segunda-feira para apresentar contestação à condenação.A Polícia Federal solicitou a prisão com base em risco de fuga e em movimentação convocada por Flávio Bolsonaro para vigílias em frente ao condomínio. A corporação avaliou que a mobilização poderia gerar aglomeração e criar condições favoráveis à evasão. A decisão descreveu preocupação com a “garantia da ordem pública com risco de aglomeração e para o próprio preso”.Veja o vídeo:
