Câmeras flagram ações ilegais de PMs em megaoperação; veja VÍDEO
Imagens de câmeras corporais mostram furtos de armas e peças de veículo durante operação nos Complexos do Rio
Imagens revelam furtos praticados por integrantes do Batalhão de Choque durante uma megaoperação realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. As gravações mostram subtração de armas e componentes de um veículo dentro das comunidades. A Corregedoria da Polícia Militar abriu investigação e efetuou prisões. As informações são do Fantástico.Segundo o Ministério Público, as gravações das câmeras corporais usadas pelos próprios agentes permitiram identificar diversos atos ilícitos cometidos durante a ação. A Corregedoria conduz procedimentos internos e atua junto às autoridades judiciais para responsabilização dos envolvidos.Em um dos vídeos, Marcos Vinícius Ferreira Silva Vieira localiza um fuzil AK-47 com cabo de madeira envernizada na cozinha de uma casa ocupada por traficantes. Marcos e Charles William Gomes dos Santos colocam a arma dentro de uma mochila, apesar de entre as armas apreendidas na operação não constar modelo semelhante. “F****, fecha de qualquer jeito”, diz um sargento. De acordo com o Ministério Público, o comportamento configura peculato. “Eles foram denunciados por peculato”, afirmou a promotora Allana Poubel.As imagens também mostram retirada de peças de uma caminhonete na comunidade, como retrovisores e tampa do motor, que são colocadas na viatura. “Aqui uma pecinha que eu preciso”, diz um agente.A Corregedoria identificou ainda um integrante do BOPE selecionando equipamentos como colete e rádio. Diogo da Silva Souza é acusado de não entregar um fuzil encontrado após troca de tiros. O Ministério Público denunciou Diogo e outros policiais envolvidos.“Também é uma denúncia de furto, de peculato. E, além disso, vários policiais, durante toda essa diligência, eles obstruem a imagem da COP várias vezes e vão fazer alguma coisa sem ser filmado. Esse crime também a gente denuncia por recusa de obediência”, afirma a promotora Allan.Na sexta-feira (29), foram presos Marcelo Luiz do Amaral, Eduardo de Oliveira Coutinho, Diogo da Silva Souza, Charles William Gomes dos Santos e Marcos Vinícius Ferreira Silva Vieira. A defesa de Diogo alegou falta de fundamentação jurídica e afirmou que as imagens anexadas ao processo ainda passarão por perícia. As demais defesas não responderam ao programa.A Polícia Militar comunicou que todos responderão a processo administrativo disciplinar, além das ações judiciais cabíveis. As investigações continuam para apurar participação de outros agentes. “A imagem também vai servir para proteger o bom policial e expor o mau comportamento”, disse a porta-voz da corporação, Claudia Moraes.Veja o vídeo:
