Mounjaro ou Wegovy? Saiba qual remédio emagrece mais

Nova pesquisa internacional reacende disputa entre os remédios queridinhos do momento

Nos últimos tempos, a conversa sobre medicamentos usados para emagrecimento voltou a esquentar — e com força. O motivo? O Mounjaro finalmente desembarcou no mercado brasileiro e já está movimentando debates entre especialistas, usuários e curiosos. A grande pergunta continua a mesma: qual é o mais potente quando o assunto é perda de peso — Mounjaro, Wegovy ou o já conhecido Ozempic?Uma nova pesquisa ajuda a responder essa dúvida. O estudo SURMOUNT-5, apresentado no Congresso Europeu de Obesidade (ECO) e publicado no New England Journal of Medicine, trouxe dados robustos mostrando resultados bem mais expressivos para quem utiliza a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro.Segundo os dados, os participantes que receberam tirzepatida perderam, em média, 20,2% do peso corporal ao longo de 72 semanas, o que corresponde a cerca de 22,8 kg.O estudo SURMOUNT-5 mostrou que o Mounjaro (tirzepatida) teve desempenho muito superior ao Ozempic (semaglutida) na perda de peso. Usuários da tirzepatida perderam 20,2% do peso, enquanto os da semaglutida perderam 13,7%, uma eficácia 47% maior. Também houve melhores resultados na redução de circunferência abdominal (18,4 cm contra 13 cm) e menos abandono do tratamento (6,1% x 8%).Na análise, 64,6% dos pacientes com Mounjaro perderam pelo menos 15% do peso total, contra 40,1% dos usuários de Ozempic.O estudo acompanhou 751 voluntários por 72 semanas, divididos entre doses altas de tirzepatida e a maior dose aprovada de semaglutida. No Brasil, contudo, o Mounjaro ainda é liberado apenas nas doses iniciais para diabetes.Especialistas afirmam que os resultados reforçam o potencial da tirzepatida no tratamento da obesidade, já considerada um problema global crítico.Ambos os medicamentos imitam o hormônio GLP-1, mas a tirzepatida também replica o GIP, tornando seu efeito metabólico mais potente. Pesquisadores também destacam uma nova molécula em teste, a retatrutida, que combina três hormônios e pode ser ainda mais eficaz no futuro.

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