Após mirar em Deolane e Gusttavo Lima, saiba os rumos da Operação Integration
A Operação Integration, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a jogos ilegais, entrou em uma fase decisiva. Entre os vários envolvidos no caso, por exemplo, estão a influenciadora Deolane Bezerra, sua mãe Solange Bezerra e o cantor Gusttavo Lima.
A Operação Integration, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a jogos ilegais, entrou em uma fase decisiva. Entre os vários envolvidos no caso, por exemplo, estão a influenciadora Deolane Bezerra, sua mãe Solange Bezerra e o cantor Gusttavo Lima.Após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil, contudo, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou a devolução dos documentos, pedindo a realização de novas diligências e a substituição de prisões preventivas por outras medidas.Na avaliação do professor Durval Lins, especialista em Direito Penal, as investigações devem continuar à medida que o MPPE detalhar as novas diligências necessárias.“O opinativo do Ministério Público teve duas vertentes: uma referente à necessidade da prisão e outra à necessidade de complementar as informações do inquérito”, explicou ele ao G1.A juíza Andréa Calado da Cruz, responsável pelo caso, já manteve algumas prisões decretadas, como a de Gusttavo Lima. Mas depois o desembargador Eduardo Guilliod Maranhão reverteu a decisão, concedendo habeas corpus ao cantor.Durval Lins ressaltou que a complexidade do caso pode prolongar as investigações por até 120 dias.“São valores muito vultosos, alguns desses valores esbarram em questões de sigilo, demandando uma atuação judicial prolongada”, afirmou.De acordo com o especialista, esse prazo não está previsto em lei, mas é compreensível diante da magnitude das movimentações financeiras investigadas.O caso também gerou divergências entre as instâncias judiciais, especialmente no que se refere às prisões preventivas. A influenciadora Deolane Bezerra, por exemplo, ganhou destaque quando sua prisão teve revogação. “Foi uma prisão criminosa, cheia de abuso de autoridade”, afirmou Deolane, em carta publicada em suas redes sociais. O bloqueio de seus bens, incluindo carros de luxo e ativos financeiros, somam mais de R$ 20 milhões.De acordo com a nota do MPPE, o inquérito ainda não apresenta todos os elementos necessários para que uma denúncia formal chegue à Justiça.Por isso, o Ministério Público solicitou ao delegado responsável pela investigação que realize diligências complementares. Os detalhes ainda serão especificados e submetidos à juíza do caso, Andréa Calado Cruz, da 12ª Vara Criminal de Recife. A partir daí, caberá à Polícia Civil do estado dar seguimento às investigações e cumprir as ordens judiciais.“Assim como outros citados no inquérito, Deolane Bezerra e Gusttavo Lima são, por ora, apenas suspeitos. Qualquer acusação ou denúncia formal só será feita após a conclusão da investigação e a apresentação de uma denúncia pelo Ministério Público”, destacou o órgão em nota.A Operação Integration, que já resultou na prisão de mais de 10 pessoas, continua mobilizando as autoridades, que agora trabalham para concluir as novas etapas da investigação.
