Rodrigo Bacellar pede licença do mandato e adia a renúncia
Na sessão desta quarta-feira (10) o deputado já aparecia como licenciado no painel de votações
O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (União Brasil), assinou, nesta quarta-feira (10), o pedido de licença do mandato como deputado estadual. O documento deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da Alerj ainda nesta tarde.A ação representa uma alternativa encontrada por parlamentares próximos para evitar um movimento considerado de “alto risco político”: a renúncia imediata à presidência da Casa. Embora pelo regimento ele tenha direito de se afastar por 120 dias, o parlamentar solicitou afastamento por dez dias. As informações são do jornal O Globo.Alerj decide soltar Rodrigo Bacellar, acusado de vazar operação da PFNa sessão iniciada desta quarta-feira às 15h, Rodrigo Bacellar já aparecia como licenciado no painel de votações. De acordo com deputados que acompanham as negociações, Bacellar foi aconselhado a não renunciar agora por receio de que o gesto pudesse provocar uma reação mais dura do ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) que levou à sua prisão na semana passada. Entre os aliados, a avaliação é que uma mudança abrupta no comando da Alerj, sobretudo se articulada internamente. poderia ser interpretada como tentativa de interferência no curso do processo.A estratégia inicial do grupo político de Bacellar era justamente o oposto: defender a renúncia ao cargo de presidente para abrir caminho a uma nova eleição na Alerj, garantindo que a sucessão permanecesse sob influência do parlamentar e preservando seu capital político.A prisão de Rodrigo Bacellar e a candidatura de Cláudio CastroA alternativa chegou a ser ventilada no início da semana, mas perdeu força diante do temor de que o movimento pudesse motivar uma nova ordem de prisão ou o endurecimento das medidas cautelares impostas pelo STF.Nos bastidores, o impasse segue. Deputados próximos ao presidente afastado ainda tentam calibrar qual seria o gesto menos arriscado política e juridicamente. A licença, dizem, oferece a Bacellar uma saída temporária enquanto o cenário não se estabiliza, mas não resolve a disputa pela sucessão na Casa, que continua aberta e cercada de pressões internas.
