Saiba o que o viúvo de Paulo Gustavo fez por amor aos filhos após a morte do humorista

Após a morte de Paulo Gustavo, Thales Bretas tomou uma decisão difícil, mas movida pelo cuidado com os filhos

Em 2023, Thales Bretas (37) optou por deixar o Brasil temporariamente e se mudar com as crianças para a Austrália, onde viveu por cerca de seis meses. A decisão de se afastar dos holofotes após a morte de Paulo Gustavo (1978-2021) foi motivada, sobretudo, pelo desejo de proteger os filhos. Em entrevista ao programa Maria Vai Com os Outros, do Canal UOL, o médico explicou que a mudança teve como principal objetivo oferecer aos filhos uma vivência longe da exposição pública que passou a fazer parte da rotina da família após a morte do humorista. Além disso, a estadia no exterior também serviu para estreitar laços com a irmã de Thales, que mora no país.Segundo ele, o anonimato foi essencial para que as crianças pudessem viver uma infância mais leve. “Fui para a Austrália para os meus filhos serem crianças anônimas, desconhecidas. É isso que eu mais tento trabalhar: não expor na rede social. A gente foi vítima de uma comoção nacional”, afirmou.Thales explicou que o carinho do público, embora compreensível, acabava sendo difícil de processar para os filhos. “O Paulo é muito amado ainda, e as pessoas encontravam meus filhos e ficavam naquela situação de pena, de tristeza. O adulto entende, mas a criança não”, completou.A experiência no país também foi marcada pelo contato com a natureza e por um ritmo de vida mais familiar. Outro efeito positivo, ainda que não planejado, foi o distanciamento digital provocado pelo fuso horário de 13 horas em relação ao Brasil. “Durante o dia, meu WhatsApp não tocava, não chegava nada do Brasil porque todo mundo estava dormindo. Esse delay foi super saudável por um tempo”, contou. Ainda assim, a saudade do país falou alto.Além dos desafios da paternidade solo, Thales Bretas revelou que enfrenta um processo contínuo de reconstrução pessoal. Após a morte de Paulo Gustavo, com quem foi casado por cinco anos, ele precisou lidar não apenas com a dor da perda, mas também com um luto relacionado à própria identidade.“Esse é um dos lutos que eu vivo e construo todos os dias: quem sou eu sem ser o viúvo do Paulo, sem estar na mídia o tempo todo? Quem sou eu na minha intimidade, na minha casa, cuidando dos meus filhos, no meu consultório?”, refletiu.O dermatologista destacou que o luto coletivo, embora traga acolhimento, também pode intensificar o sofrimento. “Foi uma grande tragédia na minha vida, mas eu tenho muita vida ainda para seguir. Tenho meus dois filhos para criar, e eles me chamam para a vida o tempo inteiro quando dizem ‘papai’”, disse.Consciente do lugar que Paulo Gustavo ocupa na memória do público, Thales reforça que sua trajetória não se resume à viuvez. “Eu sou, sim, o viúvo do Paulo Gustavo, como todo mundo fala, mas tenho uma construção prévia que existiu e que reafirmo cada vez mais. Tudo o que vivi com ele me transformou, e hoje sou outra pessoa”, concluiu.

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