Alok sobre O Futuro é Ancestral: ‘Não é somente um álbum é um movimento’

Alok reuniu a imprensa, nesta sexta-feira, 19 de abril, Dia dos Povos Originários, para a divulgação do álbum O Futuro é Ancestral, um trabalho que integra a música e os conhecimentos ancestrais das comunidades indígenas.

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Alok reuniu a imprensa, nesta sexta-feira, 19 de abril, Dia dos Povos Originários, para a divulgação do álbum O Futuro é Ancestral, um trabalho que integra a música e os conhecimentos ancestrais das comunidades indígenas.Na coletiva, Alok esteve acompanhado de músicos indígenas de diferentes etnias, que participaram do álbum.O projeto envolveu mais de 50 músicos para dar voz e corpo às oito faixas entoadas pelas etnias Huni Kuin, Yawanawa, Kariri Xocó, Guarani Mbyá, Xakriabá, Guarani-Kaiowá, Kaingang e Guarani Nhandewa e uma nona faixa Remix, resultado da coprodução entre Alok e Maz para a música Sina Vaishu.Os royalties do álbum serão revertidos aos músicos indígenas. O primeiro contato de Alok com o povo indígena começou em 2015, numa viagem à Amazônia.“Eu estava num momento meio depressivo da minha vida e eu acabei conhecendo uma tribo indígena. Ficamos dez dias juntos e eu aprendi muitos valores. A música deles é para levar a cura e eu só pensava em Top Dez. E foi aí que eu me toquei que o futuro é Ancestral”, contou Alok.“Foram anos de trabalho. O resultado do álbum é o de potencializar a voz do povo indígena. Não é somente um álbum é um movimento”, completou.“É o projeto mais importante da minha vida porque não é sobre mim é sobre eles… De como vamos reflorestar a mente dos homens. Eles não são representados. A história deles sempre foram mostradas sem dar voz para eles”, disse Alok.“Neste álbum, eu não estou preocupado com os streamings e sim com o legado”, pontuou.No sábado, 20 de abril, Alok será a principal atração do show em comemoração aos 64 anos de Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Na ocasião, ele vai lançar as canções do álbum.O Futuro É Ancestral avança sua caminhada rumo à projeção da cultura e tradição indígenas ocupando espaços sociais simbólicos e marcados, até então, pelo pensamento do homem não indígena. Foi assim nas duas vezes que estiveram no prédio das Nações Unidas, na ONU, de Nova Iorque, e na apresentação que fizeram durante o Global Citizen no meio do rio Amazonas.

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