Antes de admitir morte de cachorra, política fez acordo de R$ 1 milhão envolvendo a filha
Ela também acusou o FBI de vazar informações sem apresentar provas; entenda mais polêmicas
Kristi Noem (54), secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos desde janeiro de 2025, sempre carregou uma bagagem política envolvendo valores conservadores. Portanto, a Barbie do ICE, como é conhecida, está cercada de polêmicas preocupantes, que vão desde lucrar com doações políticas a matar sua própria cachorra a tiros.Noem, que está com seu cargo ameaçado pela crise da política anti-imigração do governo Trump, contou em livro que assassinou o filhote Cricket, de apenas 14 meses, por considerá-lo indomável. “Eu odiava aquela cadela”, justificou a governadora.De acordo com a organização contra as ações do ICE, a Common Cause, a política teria direcionado 10% das doações, aproximadamente R$ 423 mil reais, do fundo sem fins lucrativos American Resolve Policy Fund para sua empresa pessoal em Delaware, a Ashwood Strategies, quando era governadora da Dakota do Sul, em 2023.Essa renda não foi divulgada nos formulários federais de ética quando ela se juntou ao gabinete de Trump, embora fosse legalmente obrigada a fazê-lo. Noem teria mencionado a existência de sua empresa, mas omitiu que havia recebido esse pagamento. Nesse caso, ela escondeu um ganho pessoal ligado a um veículo de arrecadação política, o que constitui claramente uma violação de ética.Ainda segundo o site da organização, quando a licença de avaliadora imobiliária de sua filha foi negada, a Barbie do ICE fez sua intervenção e convocou funcionários estaduais, sua filha e altos representantes para a mansão do governador. Dias depois, a negação da licença foi revertida e o chefe da agência foi demitido. Resultado? Um acordo de aproximadamente R$ 1 milhão de reais pago pelos contribuintes e uma investigação ética estadual, que configura em nepotismo e abuso de poder executivo em benefício pessoal.As polêmicas não acabam por aí. Noem também foi criticada por gastos elevados com dinheiro público, incluindo mais de R$ 315 mil reais na decoração da residência oficial e cerca de R$ 3,36 milhões de reais em viagens pagas pelo estado. Para opositores, esses valores indicam priorização de imagem e luxo em meio a dificuldades econômicas.Ela também gerou controvérsia ao acusar o FBI de vazar informações sem apresentar provas, alegação inclusive negada pela agência, e ao afirmar, sem evidências, que líderes tribais lucravam com cartéis de drogas, o que levou a forte reação de comunidades indígenas e até proibições de entrada em reservas. Um post compartilhado por Kristi Noem (@kristinoem)
