Apesar de melhora clínica, Bolsonaro não deve receber alta de hospital; SAIBA O MOTIVO!

Melhora clínica é apontada, enquanto defesa aguarda decisão do STF sobre prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado nesta quinta-feira (19/03) na UTI do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta, apesar de evolução clínica no quadro de saúde. A internação teve início na sexta-feira (13) após sintomas apresentados na Papudinha. As informações são da CNN Brasil.O boletim médico mais recente indica melhora nos pulmões e redução de marcadores inflamatórios, com base em exames de imagem realizados recentemente. A inflamação, que costuma persistir por mais tempo do que a infecção, apresenta redução e menor nível de preocupação para a equipe médica.A unidade atual corresponde a um estágio intermediário entre terapia intensiva e internação convencional, com cuidados semi-intensivos. A equipe médica mantém acompanhamento contínuo e não definiu prazo para saída da UTI.O cardiologista Brasil Caiado informou que o tratamento com antibióticos alcançou metade do percurso previsto. A equipe avalia possibilidade de transferência para um quarto até o fim da semana, caso a evolução continue positiva. O tratamento inclui também fisioterapia respiratória e motora.A internação ocorreu após sintomas como vômito e calafrios, que levaram à realização de exames e diagnóstico de infecção pulmonar bacteriana. No sábado (14), o quadro apresentou agravamento com alterações renais e inflamatórias, seguido por melhora nos dias posteriores, o que permitiu a transferência para unidade semi-intensiva na segunda-feira (16).No campo jurídico, a defesa aguarda posicionamento do ministro Alexandre de Moraes sobre pedido de prisão domiciliar. O requerimento foi reforçado na terça-feira (17), enquanto o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses relacionada à trama golpista.O senador Flávio Bolsonaro participou de reunião com o ministro e classificou o encontro como “tranquila e objetiva”. Segundo o parlamentar, a análise ocorrerá em “momento oportuno”, sem definição de prazo.Os advogados sustentam que a medida não representa um “privilégio”, mas “providência necessária para assegurar condições mínimas de tratamento médico adequado”. A defesa também afirma que a solicitação busca “não se operar uma ampliação indevida dos riscos clínicos, permitindo acompanhamento permanente por familiares e profissionais de saúde, monitoramento clínico contínuo e acesso imediato a atendimento hospitalar em caso de emergências”.De acordo com os defensores, o relatório médico aponta risco de agravamento do quadro, com indicação de que a permanência sob custódia na Papudinha representa “risco progressivo”.

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