Astrid Fontenelle revela ter sofrido assédio e desabafa: “Sem reação”

Em entrevista, a apresentadora Astrid Fontenelle relata ter sido vítima de assédio durante viagem à trabalho

Em tempos difíceis para ser mulher, marcado por uma forte onda de misoginia e machismo, Astrid Fontenelle relatou ter sofrido assédio em um aeroporto durante as gravações do programa Partidas e Chegadas. A apresentadora contou que ficou sem reação no momento e só depois conseguiu dimensionar o impacto do ocorrido.“A gente passa por muita coisa. Outro dia um cara passou a mão em mim no aeroporto. Fiquei sem ação”, afirmou Astrid em entrevista à revista Quem, que destacou a contradição de viver a situação mesmo após décadas falando sobre o tema, inclusive à frente do Saia Justa.Segundo ela, o episódio reforça como o assédio ainda atravessa o cotidiano feminino e revelou ter ficado incomodada por não ter reagido, mas ressaltou a importância de seguir atenta. Astrid ainda ressaltou a importância de mulheres se protegerem mutuamente.Na conversa, a apresentadora também relembrou situações de machismo ao longo da carreira, muitas delas naturalizadas à época. Um dos episódios mais marcantes aconteceu durante o programa Imprensa na TV, quando foi chamada de “burra” por um diretor, ao vivo, pelo ponto eletrônico.Astrid contou que terminou a entrevista, tirou o fone e só então percebeu o ambiente tóxico em que trabalhava. Para ela, a compreensão sobre essas violências veio com o tempo e reforça a necessidade de manter o debate ativo.Em dezembro, Astrid Fontenelle usou as redes sociais para anunciar o encerramento de Admiráveis Conselheiras, programa criado e apresentado por ela no GNT. No vídeo, a apresentadora informou que a emissora decidiu não renovar a atração para 2026, após duas temporadas no ar.Visivelmente emocionada, Astrid disse ter recebido a notícia na noite anterior e destacou o significado pessoal do projeto. Segundo ela, Admiráveis Conselheiras foi uma das experiências mais marcantes de sua trajetória, tanto pelo conteúdo quanto pelo impacto causado nas mulheres que participaram e acompanharam.No desabafo, a apresentadora refletiu sobre a imprevisibilidade da televisão e relembrou sua longa carreira, iniciada em 1986, com passagens por diferentes emissoras até chegar ao GNT.Astrid ainda destacou a importância das convidadas que passaram pelo programa e compartilhou alguns conselhos deixados por elas em um caderno guardado como lembrança.Leia também: Astrid Fontenelle relembra Preta Gil e fala da ausência da amiga: “Preta é isso”

Carregar Mais Notícias