Baile Charme 40+: Fat Family aposta em preparo físico para fase mais dançante da nova tour
Trio prepara a turnê Baile Charme com coreografias, alta exigência física e acompanhamento multidisciplinar
Em 2026, o cuidado com o corpo deixa de ser uma promessa e se torna uma prioridade para as mulheres brasileiras. De acordo com uma pesquisa da Toluna, uma empresa global de insights do consumidor, 71% das mulheres afirmam que pretendem se exercitar mais neste ano. Isso indica uma mudança significativa na forma como elas encaram a saúde, o envelhecimento e a longevidade ativa.É nesse contexto que o Fat Family se posiciona de maneira consistente. Composto atualmente pelas irmãs Kátia, Simone e Suzete, o grupo se prepara para a turnê Baile Charme 2026, adotando o corpo como elemento fundamental de sua expressão artística. Em um mercado musical que ainda vincula vitalidade, movimento e presença de palco à juventude, a decisão é evidente: permanecer em evidência, com preparo e alta intensidade.A decisão de buscar um cuidado mais estruturado com a saúde ganhou urgência após um episódio vivido recentemente por Suzete, que passou mal e chegou a desmaiar no palco durante uma apresentação. O acontecimento funcionou como um alerta para o trio, reforçando a necessidade de olhar para o corpo não apenas como instrumento artístico, mas como base para sustentar a rotina de shows, viagens e performances cada vez mais exigentes.Para dar conta desse nível de demanda, o cuidado com o corpo deixou de ser periférico e passou a integrar a rotina profissional do grupo. A preparação para a turnê envolve hoje um acompanhamento multidisciplinar, com treinos regulares orientados por personal trainer, suporte médico e cuidados estéticos, realizados com o apoio da Vitaliti Saúde, sob acompanhamento da médica Manoela Souza. Esse movimento, no entanto, não começa agora.Ao longo da trajetória, o Fat Family chegou a somar, juntos, cerca de uma tonelada. Há 20 anos, as três passaram pela cirurgia bariátrica – um ponto de partida em uma jornada que se mostrou muito mais longa do que um procedimento cirúrgico. Ao longo das décadas, enfrentaram oscilações naturais de peso até perceberem a necessidade de retomar o cuidado de forma estruturada. Hoje, somando a transformação iniciada com a bariátrica e o acompanhamento atual com exercícios, mudanças de hábitos e suporte médico, já eliminaram juntas 240 quilos.Esse preparo se torna ainda mais determinante diante do novo formato do Fat Family nos palcos. Se antes a dinâmica era mais concentrada em backing vocals, hoje as três assumem maior protagonismo, solando músicas inteiras e sustentando a performance do início ao fim. A mudança exige controle respiratório, resistência física e presença contínua – um desafio que atravessa corpo e voz. “É muito diferente fazer apoio vocal e estar à frente, conduzindo uma música inteira. O físico precisa responder”, explica Kátia.A nova turnê revisita clássicos que atravessam gerações, agora em um formato mais físico e coreografado, que exige fôlego, resistência e entrega constante. “Hoje a saúde não é algo separado do trabalho. Ela sustenta o fôlego, a voz e a formacomo a gente se apresenta”, afirma Suzete. “É um show mais intenso. A gente canta, dança e se movimenta o tempo todo. O cardio precisa estar em dia”.Os efeitos desse cuidado extrapolam o palco. A preparação física impacta também a rotina fora dos shows, das viagens à disposição para o dia a dia. “A diferença aparece no ânimo, no fôlego e até na forma como a gente acorda. Quando o corpo está preparado, tudo flui melhor”, comenta Simone, ao destacar que o preparo físico reflete diretamente na segurança e na presença em cena.Criado em 1996, o Fat Family surgiu como um grupo formado por sete irmãos – Sidney, Simone, Suzete, Kátia, Celinha, Deise e Celinho – e rapidamente quebrou tabus ao ocupar a televisão brasileira com talento, carisma e uma dança que se tornou marca registrada. Três décadas depois, Suzete, Kátia e Simone seguem levando o legado da família em um formato mais enxuto, não apenas no número de integrantes, mas também em uma relação mais consciente com o próprio corpo.
