Banco Central intensifica regras de segurança cibernética de bancos e fintechs; saiba motivo

Novas exigências incluem testes anuais de invasão e critérios mais rígidos para sistemas e serviços de dados

Nesta quinta-feira (18), em Brasília, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional aprovaram normas mais rigorosas para a política de segurança cibernética de bancos e fintechs, após sucessivos ataques digitais que exploraram fragilidades em sistemas ligados ao Pix e resultaram em desvios bilionários. As informações são do site O Globo.As mudanças foram motivadas por crimes que somaram mais de R$ 1,5 bilhão desviados por transferências via Pix, parte do valor posteriormente bloqueada pela autoridade monetária. As novas regras ampliam as exigências técnicas e de supervisão sobre instituições financeiras e empresas de tecnologia que operam ou dão suporte ao sistema.Entre as principais determinações está a obrigação de realização anual de testes de invasão nos sistemas das instituições. Esses procedimentos deverão ser conduzidos por profissionais independentes, com envio dos resultados ao Banco Central. O objetivo é identificar vulnerabilidades antes que sejam exploradas por criminosos.As normas também estabelecem requisitos mínimos adicionais, como gestão adequada de certificados digitais, integração segura entre sistemas, ações de inteligência cibernética, rastreabilidade das operações, controles de acesso e testes de intrusão. O pacote inclui ainda critérios específicos para adoção de tecnologias desenvolvidas ou fornecidas por terceiros.Outro ponto central é o reforço da segurança na comunicação eletrônica de dados com o Sistema Financeiro Nacional, com atenção especial aos ambientes do Pix e do Sistema de Transferência de Reservas. O serviço de comunicação eletrônica passa a ser classificado como atividade relevante, ficando sujeito a padrões mais elevados de gestão de riscos e fiscalização pelo Banco Central.As autoridades explicam que os ataques vinham explorando justamente os sistemas das próprias instituições. Bancos e fintechs de maior porte mantêm conexão direta com o Pix, enquanto empresas menores acessam o sistema por meio de provedores contratados, responsáveis pela ligação entre as plataformas privadas e a infraestrutura do Banco Central.

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