Bens do tio falecido podem ficar com Suzane von Richthofen; saiba o motivo!

Bens deixados por Miguel Abdalla Netto podem chegar a R$ 5 milhões e estão no centro de embate judicial

A inexistência de testamento deixado pelo médico aposentado Miguel Abdalla Netto abriu caminho para que Suzane von Richthofen dispute a herança do tio, avaliada em cerca de R$ 5 milhões, após a morte ocorrida dentro da própria residência no bairro Campo Belo, na zona sul de São Paulo, em 9 de janeiro (09/01). O corpo foi localizado dias depois em avançado estado de decomposição, e a sucessão patrimonial passou a ser discutida judicialmente. As informações são do O Globo.A constatação de que não há testamento foi confirmada após consulta em cartórios paulistas, o que altera o destino do patrimônio formado por imóveis, aplicações financeiras e um sítio no litoral do estado. Miguel não deixou pais, filhos, irmãos ou cônjuge vivos, fator que ampliou o número de possíveis herdeiros.Além de Suzane, também reivindica participação na partilha Silvia Magnani, de 69 anos, que afirma ter mantido convivência por cerca de 14 anos com Miguel e busca reconhecimento judicial de união estável. Foi Silvia quem conseguiu autorização para liberar e realizar o sepultamento do corpo.“Ele falava horrores da Suzane. Ela mandou matar a própria mãe, que era a única irmã de Miguel”, disse Silvia.Antes mesmo da abertura formal do inventário, Suzane e Silvia passaram a disputar decisões iniciais relacionadas ao falecimento, incluindo a liberação do corpo e o acesso à casa onde Miguel vivia. Ambas foram impedidas de entrar no imóvel por um vizinho que manteve a chave sob sua guarda, exigindo decisão judicial para qualquer entrega. Suzane contratou defesa jurídica e sustenta que o patrimônio pertence a ela e ao filho.O caso ganha contornos simbólicos diante do passado judicial da família. No início dos anos 2000, Suzane foi impedida de receber a herança deixada pelos pais após Miguel ingressar na Justiça e conseguir que a sobrinha fosse declarada “indigna” para fins sucessórios. Na ocasião, os bens ficaram integralmente com Andreas von Richthofen, irmão de Suzane.Com a morte do tio, o cenário se inverte. Andreas chegou a ser procurado para assumir a função de inventariante, mas não foi localizado. Pessoas ligadas ao processo afirmam que ele vive isolado desde a pandemia em um sítio no interior paulista, sem energia elétrica ou acesso à internet.O atestado de óbito indica causa da morte classificada como indeterminada, dependente de exames complementares. A Polícia Civil trata o caso como suspeito. Miguel foi sepultado no Cemitério Municipal de Pirassununga. A confirmação oficial da ausência de testamento foi feita pelo Colégio Notarial do Brasil em São Paulo, após busca em bases nacionais que não localizaram qualquer registro em nome do médico.

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