Bilionário brasileiro chama atenção com megaiate avaliado em cerca de R$ 500 milhões
Empresário que figurava entre os homens mais ricos do mundo em 2020 investiu em um megaiate de luxo cujo custo de manutenção anual chegava a cifras milionárias
Em 2020, o topo da lista dos bilionários brasileiros mudou de mãos e colocou novamente sob os holofotes um empresário conhecido por agir longe da exposição pública. Com uma fortuna estimada em R$ 105 bilhões, ele passou a ocupar o posto de homem mais rico do país e, quase ao mesmo tempo, chamou atenção do mercado internacional ao investir em um megaiate avaliado em R$ 500 milhões. A aquisição, que impressionou até a imprensa europeia especializada, passou a simbolizar não apenas poder financeiro, mas também um estilo de vida marcado por exclusividade, tecnologia e luxo extremo.A mudança no ranking aconteceu após a morte do banqueiro Joseph Safra, em dezembro de 2020. Com isso, segundo levantamentos periódicos da revista Forbes, o empresário assumiu o posto de homem mais rico do Brasil, consolidando uma trajetória marcada por decisões estratégicas no mercado global.Mesmo figurando entre os 100 homens mais ricos do mundo, ele sempre manteve um perfil discreto fora do ambiente corporativo — o que tornou a compra do superiate ainda mais comentada.O megaiate adquirido pelo empresário recebeu o nome de Anawa, usa bandeira das Ilhas Bermudas e impressiona pelos 62 metros de comprimento. O número é significativo: são 20 metros a mais do que o então maior iate particular do Brasil, o Raffaella II.Construído no estaleiro holandês Damen, o Anawa foi lançado ao mar em julho de 2020 e se tornou o primeiro exemplar da linha Seaxplorer, uma nova geração de iates chamados de “exploratórios”, pensados para longas travessias e acesso a regiões remotas.Diferente do visual clássico de superiates tradicionais, o modelo do megaiate tem aparência que lembra a de um pequeno navio, justamente por ter sido projetado para cruzar oceanos e enfrentar condições adversas.O projeto inclui varandas externas, amplas áreas de circulação e heliponto, combinando funcionalidade com conforto extremo. O estilo do barco conversa diretamente com o perfil esportista do dono, conhecido por gostar de atividades ao ar livre e mergulho.Manter um iate desse porte exige cifras igualmente impressionantes. Segundo o site especializado SuperYachtFan, o custo anual de manutenção do Anawa ultrapassa R$ 30 milhões, valor que inclui tripulação, combustível, seguros e manutenção técnica.Mesmo assim, esse custo representa uma fração mínima do patrimônio do empresário, funcionando mais como um símbolo de estilo de vida do que como um impacto financeiro relevante.Após os testes iniciais no mar entre julho e outubro de 2020, o superiate deixou a Holanda e cruzou o Oceano Atlântico em direção ao Caribe. Durante a travessia, foi identificado pela imprensa especializada como pertencente ao empresário brasileiro.Naquele período, sistemas de rastreamento indicavam que a embarcação seguia rumo ao porto de Georgetown, na Guiana, após escala na ilha caribenha de St. Thomas.De acordo com estimativas divulgadas à época, o superiate teria custado cerca de R$ 500 milhões, e segundo o site especializado superyachtfan, que também exibiu algumas fotos do interior do barco, só para mantê-lo custará mais que o equivalente a cerca R$ 30 milhões por ano. Apesar do valor impressionante, isso representava aproximadamente 0,5% do patrimônio total do empresário — um detalhe que ajuda a dimensionar a escala de sua fortuna.O proprietário do superiate é Jorge Paulo Lemann, empresário carioca radicado na Suíça e sócio de nomes como Marcel Telles e Beto Sicupira. Juntos, eles comandam a AB InBev, a maior cervejaria do mundo, além de marcas globais como Burger King, Heinz e Tim Hortons.Conhecido pela frase “sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno”, Lemann construiu uma das trajetórias mais bem-sucedidas do capitalismo brasileiro — agora também refletida em uma das embarcações mais impressionantes já associadas a um empresário do país.CONFIRA PUBLICAÇÃO RECENTE DA CARAS BRASIL NAS REDES SOCIAIS: Um post compartilhado por CARAS (@carasbrasil)
