Bilionário com fortuna de R$ 5,2 bilhões investe em mansão no coração dos Jardins e causa polêmicas

Construção faraônica no bairro nobre do Jardim Paulista gerou revolta de vizinhos e embargos judiciais

O presidente da farmacêutica Cimed, João Adibe, dono de um patrimônio pessoal estimado em cerca de R$ 5,2 bilhões, segundo ranking da Forbes, tem chamado atenção em São Paulo por causa da construção de uma mansão de proporções gigantescas no Jardim Paulista, uma das áreas mais caras e exclusivas da capital paulista.A residência que começou como uma reforma simples, evoluiu para uma obra monumental que acabou provocando controvérsia entre os próprios moradores do bairro e disputas judiciais nos últimos meses.A polêmica explodiu quando a Associação de Moradores dos Jardins (AME Jardins) entrou com uma ação civil pública alegando que a obra foi aprovada como uma simples reforma, mas implicou na quase total demolição da construção original, mantendo apenas a fachada do antigo casarão.Segundo os moradores, a construção teria extrapolado regras urbanísticas do bairro, desrespeitado exigências de altura máxima e recuos obrigatórios, além de comprometer a vegetação e a permeabilidade do solo. A associação também apontou danos estruturais à residência vizinha pertencente ao banqueiro André Schwartz, CEO do banco Genial, como rachaduras e fissuras possivelmente causadas pelo intenso movimento de máquinas e trabalhos na obra.Enquanto parte da vizinhança se revolta, a esposa de Adibe, a influencer Cinthya Marques, compartilhou em vídeo publicações nas redes sociais detalhes do projeto que alimentaram ainda mais o debate. De acordo com o conteúdo divulgado por ela em agosto, a casa inclui elementos de inspiração em Versace e homenagem a Paris no acabamento do lavabo, além de uma piscina de alto padrão que acompanha o estilo suntuoso do imóvel.  Um post compartilhado por CINTHYA MARQUES (@cinthyacmarques)Na defesa apresentada aos tribunais, os advogados de João Adibe afirmam que a obra foi autorizada por todos os órgãos competentes e que já estaria concluída há meses, contestando as alegações de irregularidades. Eles destacam que o imóvel até possui Habite-se, o que, na visão deles, reforça a legalidade do processo de construção.Segundo os defensores, qualquer problema apontado pelos vizinhos seria resultado apenas de má conservação de imóveis antigos, e não diretamente imputável às intervenções realizadas na mansão de Adibe.O Jardim Paulista, parte da famosa região dos Jardins, é conhecido por ser uma zona estritamente residencial com algumas das mais altas avaliações imobiliárias de São Paulo. Terrenos e casas por ali frequentemente valem somas na casa dos milhões de reais — e o bairro é protegido por regras arquitetônicas e urbanísticas que servem tanto para preservar seu caráter único quanto para evitar interferências que afetem a vizinhança.É justamente esse ambiente de elite e restrição que torna o episódio da mansão de Adibe um caso emblemático: alta fortuna se chocando com normas e expectativas de preservação — um clássico embate entre poder econômico e direito urbanístico.   Um post compartilhado por CARAS (@carasbrasil)

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