Câmeras revelam últimos momentos da mulher que caiu do 10° andar em São Paulo; veja vídeo
Imagens de segurança mostram a jovem sozinha, em aparente desespero, momentos antes do caso que levou à prisão do companheiro e mudou o rumo da investigação
Maria Katiane morreu na madrugada de 29 de novembro após cair do 10º andar de um edifício na Vila Andrade, zona sul de São Paulo. Inicialmente tratado como suicídio, o caso ganhou novos contornos depois que imagens de câmeras de segurança passaram a ser analisadas pela polícia.Os registros mostram Maria Katiane por volta das 3h30 no elevador do prédio, sozinha, chorando e se apoiando nas paredes. Pouco depois, cerca de dez minutos mais tarde, novas imagens a mostram no estacionamento do condomínio, descalça, andando em círculos e aparentando tentar se esconder do companheiro, Alex Leandro Bispo dos Santos.Em determinado momento, a jovem corre em direção a uma das entradas do prédio, enquanto o homem aparece logo atrás. Horas depois, por volta das 5h30, Maria Katiane caiu do 10º andar e morreu ainda no local.O primeiro pedido de socorro partiu do próprio companheiro, que aparece nas gravações correndo até o corpo da vítima e tentando realizar manobras de reanimação. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas Maria Katiane, de 25 anos, já estava sem vida quando a equipe chegou.Com a análise preliminar das imagens, a polícia decidiu prender Alex Leandro dias depois e passou a tratar o caso como homicídio. Em depoimento, ele afirmou que o casal havia retornado de uma festa e discutido no estacionamento do prédio.Segundo o relato, a briga teria começado após ele dizer que passaria a noite de Natal com o filho de outro relacionamento. Maria Katiane, de acordo com o depoimento, teria comprado passagens de navio para os dois, o que intensificou o conflito. Imagens do elevador mostram a mulher subindo e descendo repetidamente, até que, em um dos registros finais, apenas o homem aparece.Dentro do apartamento, peritos encontraram sinais de arrombamento na porta do banheiro e uma taça de vidro com líquido semelhante a vinho na pia. A defesa de Alex Leandro sustenta que o ocorrido foi uma fatalidade isolada e pediu a análise dos cartões de memória originais das câmeras, que já foram entregues à polícia.Um post compartilhado por Metrópoles São Paulo (@metropoles.sp)
