Canetas emagrecedoras entram no topo das importações do Brasil e ultrapassam celulares; veja
Alta da demanda por medicamentos como Ozempic e Mounjaro marca comércio exterior
O Brasil aumentou de forma expressiva a importação de medicamentos usados para emagrecimento ao longo de 2025, com dados divulgados em (12/01), alcançando US$ 1,669 bilhão em compras externas de produtos como Ozempic e Mounjaro, volume superior ao gasto com telefones celulares. As informações são do CNN Brasil.Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços aponta que a procura por esses medicamentos cresceu 88% em um ano. Como não existe produção nacional, o avanço da demanda aparece diretamente na balança comercial brasileira.O total importado já ultrapassa itens tradicionais do consumo externo, como salmão e azeite de oliva. A Dinamarca segue como principal origem das canetas, com 44% do volume comprado, equivalente a US$ 734,7 milhões, concentrando produtos da Novo Nordisk, responsável pelo Ozempic e pelo Wegovy.Os Estados Unidos aparecem logo na sequência, com 35,6% das importações e US$ 593,7 milhões. O país abriga a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, medicamento que ganhou espaço relevante no mercado brasileiro.Os números mostram cenários distintos entre os dois fornecedores. Enquanto as compras oriundas da Dinamarca avançaram 7% no último ano, as importações vindas dos Estados Unidos cresceram 992%, indicando que a expansão recente está ligada à adoção acelerada do Mounjaro, e não ao produto pioneiro da farmacêutica dinamarquesa.A perspectiva para o setor segue de crescimento. Um relatório do Itaú BBA estima que o mercado, hoje próximo de US$ 1,8 bilhão por ano, pode atingir US$ 9 bilhões até 2030. No curto prazo, a quebra da patente da semaglutida tende a ampliar o acesso, com a entrada de versões genéricas e redução de preços.
