Cantor teve fazenda de R$ 350 milhões com milhares de cabeças de gado e estrutura de luxo

Cantor esteve à frente da propriedade que reúne lagos, pista de pouso e rebanho de peso.

Amado Batista é um dos nomes mais conhecidos da música popular brasileira, com carreira que atravessa gerações e sucessos como Princesa e Meu Ex-Amor. Mas além dos palcos e toda a trajetória artística, o cantor também construiu uma história sólida no agronegócio — um universo que culminou na venda recente de sua fazenda no interior de Mato Grosso por R$ 350 milhões, uma das transações mais comentadas do setor rural nos últimos anos.O anúncio aconteceu no começo de março de 2025, quando o sertanejo, já com mais de quatro décadas de carreira, decidiu vender a propriedade localizada no município de Cocalinho, região conhecida pela forte presença da pecuária e da agricultura no Brasil.Para especialistas em agronegócio, o valor milionário reflete tanto a dimensão física da fazenda quanto sua infraestrutura e potencial produtivo, reunindo atributos que a colocam entre as propriedades rurais de maior impacto no país.A fazenda vendida por Amado Batista ocupava uma área estimada em 7.200 km², dos quais cerca de 4.680 km² eram considerados eficazmente produtivos, ou seja, terrenos usados diretamente nas atividades rurais.Essa extensão tão grande equivale a uma área maior que muitos municípios brasileiros, e a grandeza do terreno já valeria uma reportagem por si só. Mas o que chama atenção é a infraestrutura que acompanhava essa vastidão. Por lá havia pista de pouso, dezenas de casas para funcionários e convidados, 10 lagos naturais, dois rios e quatro córregos, formando um cenário de natureza exuberante mesclado com uso produtivo.Esse tipo de estrutura é raro mesmo em fazendas de alto padrão. A presença de lagos e cursos d’água facilita a criação de gado e atividades complementares, enquanto as pistas de pouso aumentam a logística e tornam o local mais versátil para quem depende de deslocamentos rápidos ou quer receber visitantes de forma privada.Outro número que surpreende é o rebanho ligado à propriedade: cerca de 17 mil cabeças de gado faziam parte da produção pecuária no local, um volume que demonstra a escala de atividades do empreendimento rural que já funcionou como um verdadeiro núcleo agroindustrial.A fazenda também dispunha de veículos, equipamentos agrícolas modernos, poços artesianos e toda a infraestrutura que sustenta uma operação complexa no campo, algo que ajudou a elevar o interesse de compradores e justificar o preço negociado.Para muitos fãs, Amado Batista talvez seja lembrado apenas pelas canções que marcaram décadas de rádio e shows. Porém, ele também construiu uma presença estável no universo do agronegócio. O cantor natural de Catalão, em Goiás, vinha adquirindo propriedades rurais desde a fase mais consolidada de sua carreira musical e trabalhou para consolidar uma estrutura produtiva que, em certos momentos, rivalizava com a importância de seus empreendimentos artísticos.A decisão de vender a fazenda por R$ 350 milhões transformou um ativo rural valioso em liquidez de peso, abrindo espaço para outras interpretações sobre os rumos do patrimônio de Amado Batista. Alguns analistas indicam que o movimento faz parte de uma estratégia de diversificação ou de simplificação de ativos, enquanto para outros pode significar um novo foco pessoal após anos de dedicação tanto ao palco quanto ao campo.A transação também aconteceu em um momento de destaque pessoal para o cantor, que celebrou sua união com Calita Franciele, Miss Universo Mato Grosso, em uma cerimônia realizada na própria propriedade ainda antes da venda. Isso reforça a ideia de que a fazenda era mais do que um investimento: era um lugar de significados afetivos, memórias e capítulos importantes da vida dele.Para o agronegócio brasileiro, negócios dessa magnitude sempre atraem atenção. R$ 350 milhões é uma cifra rara mesmo para propriedades rurais de grande dimensão no país, e o fato de ter sido um artista tão reconhecido no cenário cultural brasileiro a colocar no mercado ajuda a conectar duas esferas aparentemente distintas: o entretenimento e o setor produtivo.A venda marca então um ponto de virada na trajetória de Amado Batista como investidor rural. Ele segue sendo lembrado pelo legado musical e, agora, também pelas negociações imobiliárias emblemáticas no mercado agropecuário brasileiro. Seja pelo impacto financeiro, pela escala da propriedade ou pelas histórias que o local carregou, a negociação se torna um dos capítulos mais comentados do ano no cruzamento entre cultura e agronegócio no Brasil.

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