Cão Orelha: Vídeo mostra porteiro cercado e coagido pela família de adolescentes; VEJA
Imagens de câmera de segurança embasam indiciamento por coação em Florianópolis
Imagens de uma câmera de segurança revelam o momento em que um porteiro, testemunha na apuração da morte do cão comunitário Orelha, é cercado e pressionado por familiares de adolescentes investigados em Florianópolis. O material foi gravado na Praia Brava durante a madrugada de 13 de janeiro e integra o inquérito conduzido pela Polícia Civil de Santa Catarina. As informações são da Record TV.O conteúdo foi exibido em reportagem e mostra a aproximação do pai e do tio de um dos jovens após um desentendimento inicial envolvendo o trabalhador e um adolescente. A investigação aponta que a abordagem teve como objetivo questionar supostos conteúdos atribuídos ao porteiro em redes sociais.Advogados afirmam que, no momento em que familiares conversaram com o porteiro, a morte do cão ainda não tinha ampla repercussão na imprensa, o que afastaria ligação direta entre o diálogo e o caso. A defesa reforça que não há prova audiovisual que associe os jovens às agressões sofridas pelo animal que vivia na região há cerca de dez anos.A Polícia Civil indiciou três familiares dos adolescentes por coação. De acordo com a investigação, teriam ocorrido ameaças ao porteiro responsável pelo envio das mensagens. A versão apresentada pela defesa nega qualquer intimidação e afirma que um dos pais apenas se colocou à disposição para tratar de eventuais problemas envolvendo os filhos.Atualmente, três jovens seguem sob apuração. Inicialmente, quatro nomes eram analisados, mas um foi excluído ao longo do trabalho policial. Mais de 20 pessoas prestaram depoimento, e aparelhos eletrônicos e peças de vestuário foram recolhidos para perícia.O inquérito também analisa uma tentativa de afogamento contra outro cão caramelo, que conseguiu escapar e depois foi acolhido por um delegado. Em nota, a defesa pediu cautela na divulgação de conteúdos relacionados ao caso e afirmou que familiares enfrentam um “linchamento virtual” nas redes sociais.
