Caso Orelha: corpo de cão é exumado e investigação ganha novos desdobramentos

Justiça autoriza novas diligências enquanto laudo deve sair em até 10 dias

O caso que chocou Florianópolis voltou ao centro das atenções nesta semana. Nesta quarta-feira (11), foi exumado o corpo de Orelha, cão vítima de maus-tratos na Praia Brava. A confirmação veio da Polícia Científica de Santa Catarina, responsável por esclarecer oficialmente a causa da morte. O laudo técnico deve ser finalizado em até dez dias. As informações são do UOL.A medida foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina e autorizada pela Justiça. Além da exumação, foram determinadas outras 34 diligências para aprofundar as apurações e esclarecer pontos ainda nebulosos do caso.Entre as frentes investigadas estão possíveis atos infracionais atribuídos a adolescentes, como furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos contra animal. Ao longo do inquérito, 24 testemunhas já prestaram depoimento e oito adolescentes chegaram a ser investigados.O pedido de internação do principal suspeito, no entanto, foi adiado até que as novas diligências sejam concluídas. O MP-SC também quer entender por que apenas um jovem foi formalmente apontado como autor, mesmo com a presença de outras pessoas nas imagens que circulam sobre o caso.Outro ponto levantado envolve possíveis contradições em depoimentos, eventuais omissões e a identificação de um suposto policial citado em um áudio anexado pela defesa. As autoridades buscam esclarecer cada detalhe antes de qualquer decisão definitiva.Informações preliminares da perícia indicam que Orelha sofreu um forte golpe na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como pedaço de madeira ou garrafa. A expectativa agora gira em torno do laudo oficial, que poderá definir os próximos passos do processo.

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