Caso Orelha: Polícia solicita apreensão de passaporte de adolescente apontado como autor do crime

Autoridades também solicitaram internação provisória após conclusão de investigação sobre o caso

No sábado (07/02), foi confirmado que a Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte de um adolescente apontado como responsável pela morte do cão Orelha, em Praia Brava, Florianópolis, medida destinada a impedir saída do país após conclusão do inquérito. A corporação também requereu internação provisória do menor, enquanto a defesa contesta as acusações. As informações são do O GLOBO.Segundo comunicado, o pedido relacionado ao documento recebeu manifestação favorável do Ministério Público estadual, que declarou acompanhar o avanço da apuração e atuar para encaminhamento da denúncia à Justiça junto com as provas reunidas. O órgão informou ainda que “tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a Justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do cão”.Laudos da perícia indicaram que o animal sofreu impacto contundente na cabeça, “que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa”. O ataque ocorreu na madrugada de 4 de janeiro por volta das 5h30. Durante a apuração, agentes ouviram 24 testemunhas e analisaram mais de mil horas de imagens captadas por 14 equipamentos de monitoramento para identificar autoria.Entre os elementos reunidos estão registros visuais que permitiram reconhecer vestimentas utilizadas no momento da agressão e análise de localização por software especializado empregado na investigação. O material resultante foi encaminhado ao Ministério Público, que apontou inconsistências e lacunas consideradas insuficientes para reconstrução completa dos fatos e solicitou novos esclarecimentos.Promotorias responsáveis pelas áreas criminal e da infância e juventude avaliaram a necessidade de aprofundamento da apuração, inclusive quanto à possível participação de outros adolescentes e à investigação de eventuais ameaças ou coação envolvendo familiares e testemunhas. Também foi requerida ampliação de diligências relacionadas a adultos mencionados na investigação para verificar ligação com a agressão ao animal.Questionamentos públicos sobre a condução do trabalho investigativo surgiram após a polícia reconhecer que uma imagem divulgada possuía caráter “meramente ilustrativo”, circunstância contestada pela defesa e que levantou dúvidas sobre a cronologia apresentada inicialmente. Procedimentos envolvendo menores seguem sob sigilo conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente, que impede identificação direta ou indireta dos envolvidos.

Carregar Mais Notícias