Comissão da Câmara aprova parecer para cassar mandato de Carla Zambelli
Relatório pela cassação, aprovado pela CCJ, segue para o plenário após deputada acumular duas condenações do STF que determinam a perda do cargo.
A Comissão de Constituição e Justição (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), parecer pela cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).O relatório, de autoria do deputado Cláudio Cajado (PP-BA), será agora analisado pelo plenário da Casa. A decisão da CCJ está fundamentada nas duas condenações da parlamentar pelo Supremo Tribunal Federal (STF).+ Ministros do STF lamentam medida que reduz pena de BolsonaroA primeira condenação ocorreu após Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti invadirem o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).A segunda condenação foi por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, quando a deputada ameaçou um homem durante a campanha eleitoral.+ Crise na saúde de Bolsonaro é exposta e futuro é alarmante: ”Despedida final de 2026”Nas duas decisões, a Primeira Turma do STF determinou a perda do mandato parlamentar. Após a primeira condenação, Zambelli fugiu para a Itália, mas foi presa em julho deste ano mediante cooperação internacional.Para que a cassação seja efetivada, será necessária a aprovação pelo plenário da Câmara, com um mínimo de 257 votos favoráveis. A data para a votação ainda não foi definida.Lembrando que a primeira condenação ocorreu em junho, quando a Corte a sentenciou a 10 anos de prisão por seu envolvimento na invasão realizada pelo hacker Walter Delgatti Neto ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).Dois meses depois, a parlamentar recebeu uma segunda condenação do STF, agora a 5 anos e 3 meses de prisão, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, quando Zambelli perseguiu e ameaçou um homem negro nas ruas de São Paulo portando uma arma.A União recebeu um prazo de 48 horas, determinado pela Justiça Federal de Minas Gerais, para suspender a disponibilização… LEIA MAIS!
