Consumo de chocolate amargo também pede cautela nesta Páscoa apesar dos benefícios; VEJA
Especialistas destacam presença de compostos benéficos, mas alertam para limites na ingestão
O consumo de chocolate amargo voltou a ganhar destaque na quinta-feira (03/04), durante o período de Páscoa no Brasil, devido aos possíveis benefícios à saúde associados ao alto teor de cacau. Especialistas indicam que o alimento pode contribuir para o bem-estar, mas recomendam moderação na ingestão para evitar excessos. As informações são da CNN Brasil.Nutricionistas explicam que versões com maior concentração de cacau apresentam menos açúcar e maior quantidade de substâncias bioativas. Segundo a nutricionista Jéssica Magalhães Fonseca, “Estudos recentes mostram que o chocolate amargo, por ter maior teor de cacau, concentra mais compostos bioativos, como os flavonoides e a teobromina, que apresentam propriedades antioxidantes e antienvelhecimento, podendo trazer benefícios”.Pesquisas recentes indicam que a teobromina pode contribuir para um envelhecimento mais saudável. Estudos analisaram dados de voluntários e apontaram relação entre o consumo desse composto e a preservação de estruturas do DNA associadas à longevidade.Outras substâncias presentes no cacau, como flavonoides e polifenóis, também têm sido associadas a benefícios cognitivos. Investigações científicas sugerem melhora em funções ligadas à memória quando esses compostos fazem parte da alimentação ao longo do tempo.Especialistas ressaltam que esses efeitos não se aplicam da mesma forma a chocolates industrializados com baixo teor de cacau. Outros alimentos, como frutas, chás e vegetais, também fornecem compostos semelhantes.Importância da concentração de cacau e controle na quantidadeA proporção de cacau no produto influencia diretamente o valor nutricional. De acordo com a nutricionista Letícia do Vale Pires, “Quanto maior for a porcentagem na composição do chocolate, maior tende a ser a concentração dos compostos bioativos e menor o teor de açúcar”. A especialista acrescenta que “Chocolates com 70% de cacau ou mais costumam ser as opções mais interessantes do ponto de vista nutricional.”Mesmo com vantagens nutricionais, especialistas recomendam controle na quantidade consumida. Segundo Pires, “Uma porção de 20 g a 30 g por dia, o equivalente a um a dois quadradinhos, costuma ser suficiente para aproveitar os compostos bioativos do chocolate meio amargo sem o consumo excessivo de calorias e gorduras”.O consumo ocasional, como durante a Páscoa, pode ser incluído em uma alimentação equilibrada, desde que respeite limites adequados e hábitos saudáveis ao longo do tempo.
