Criança de 10 anos tem dedos mutilados em escola inquérito é aberto; veja vídeo

Ministério da Educação português autoriza investigação formal sobre a atuação de integrantes da Escola Básica de Fonte Coberta após agressões que resultaram em amputação.

Nesta sexta-feira (21), o Ministério da Educação, Ciência e Inovação de Portugal confirmou a abertura de um processo de inquérito para apurar agressões ocorridas em 10 de novembro na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, no distrito de Viseu, onde uma criança brasileira de nove anos precisou amputar a ponta dos dedos após violência dentro da unidade escolar. As informações são da CNN Brasil.O procedimento foi instaurado pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência após ofício encaminhado pela Embaixada do Brasil em Lisboa, enviado pelo embaixador Raimundo Carreiro Silva. O Ministro Fernando Alexandre destacou o compromisso da rede pública portuguesa com segurança, integridade e bem-estar de todos os estudantes, enquanto autoridades brasileiras informaram que continuam acompanhando o caso por meio da representação diplomática em Lisboa.Segundo a família, as agressões ocorreram quando dois alunos prenderam a mão da criança brasileira na porta do banheiro, provocando lesões graves que exigiram uma cirurgia de três horas no Hospital de São João, no Porto. Nívia Estevam, mãe do menino, afirmou que a criança já enfrentava episódios contínuos de violência no ambiente escolar, incluindo puxões de cabelo, pontapés e enforcamento. Em entrevista à TVI/CNN Portugal, Nívia relatou que o filho “pediu ajuda, gritou, sangrou dentro do banheiro sozinho enquanto as crianças estavam segurando a porta para ele não sair”.Advogados responsáveis pela defesa informaram que serão reunidas todas as evidências disponíveis para avaliar possível responsabilidade criminal de integrantes da escola, especialmente no que diz respeito a omissões. A Direção-Geral da Educação determinou a abertura de um processo de averiguação.Crianças envolvidas têm menos de 12 anos e não respondem criminalmente conforme a legislação portuguesa. O caso pode ser analisado com base na Lei de Proteção e Promoção do Jovem e da Criança em Perigo, permitindo eventual inclusão das crianças em programas educativos ou acompanhamento especializado.Veja o vídeo:

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