‘(Des)controle’ já é um dos grandes filme de 2026. Saiba motivos!

O longa-metragem “(Des)controle” chegou nos cinemas de todo o Brasil. A estreia nacional coincide com o início da Semana do Cinema, campanha que ocorre de 5 a 11 de fevereiro e democratiza o acesso às salas com preços reduzidos, tornando-se uma oportunidade imperdível para o público conferir a produção na tela grande. Os ingressos custarão entre R$10 (até 17h) e R$12 (após 17h).

fotomontagem de cena de kátia klein (carolina dieckmann) e cartaz do filme '(des)controle'

O longa-metragem “(Des)controle” chegou nos cinemas de todo o Brasil. A estreia nacional coincide com o início da Semana do Cinema, campanha que ocorre de 5 a 11 de fevereiro e democratiza o acesso às salas com preços reduzidos, tornando-se uma oportunidade imperdível para o público conferir a produção na tela grande. Os ingressos custarão entre R$10 (até 17h) e R$12 (após 17h).“(Des)controle” acompanha a história de Kátia Klein, escritora bem-sucedida e mãe dedicada, que vê sua vida sair do eixo quando passa por um bloqueio criativo que a impede de trabalhar, além de um casamento em ruína. Isso tudo ao mesmo tempo que administra o acúmulo das demandas de seus dois filhos e de seus pais.Sobrecarregada e em busca de um alívio, ela passa de uma simples taça de vinho ao descontrole total, reativando seu alcoolismo após um período de 15 anos de sobriedade. Protagonizado por Carolina Dieckmmann, acompanhada de grande elenco, “(Des)controle” é um drama envolvente, com pitadas de humor que busca discutir o alcoolismo e mostrar a vida como ela é.O elenco também conta com Irene Ravache e Daniel Filho, como pais da escritora; Caco Ciocler, como o ex-marido; e Júlia Rabello no papel da melhor amiga e agente de Kátia. Stefano Agostini e Rafael Fuchs Müller interpretam os filhos da escritora. “(Des)controle” tem as participações especiais de Mouhamed Harfouch e Assucena, entre outros.Pude assistir “(Des)controle” antecipadamente à convite da Sony Pictures Brasil, e ele logo de cara se tornou uma das minhas grandes paixões de 2026. Pelo ano estar no início, não quero me antecipar quanto a rankings, mas o longa com certeza é um melhores desse começo, e não será estranho se figurar no meu top 10 em dezembro.A delicadeza e sensibilidade transbordam ao tocar em um assunto tão complexo em nossas vidas, e atribuo isso a Rosane Svartman. Ela ficou responsável pela direção com Carol Minêm, e também assina o roteiro com Felipe Sholl e Iafa Britz. Essa última citada também que fez o argumento de “(Des)controle”, se inspirando em hsitórias reais. Ainda colaboraram no roteiro Bia Crespo e Gabriel Meyohas.Mas eu sinto muito de Rosane aqui dado seus trabalhos mais famosos nas novelas, com as mais recentes sendo “Vai na Fé” e “Dona de Mim”, muito marcadas pelo ótimo texto, personagens profundos e humanização de assuntos delicados e vistos como tabus na sociedade.Em momento algum a trama deixa de nos mostrar os impactos das ações de Kátia nela mesma e em todos ao seu redor, mas também não vilaniza nenhum dos personagens pelas ações tomadas no decorrer da história. A obra deixa claro: todos são vítimas de alguma forma do alcoolismo, e por isso, há sim necessidade de olhar para esse assunto da maneira correta para lidar com ele.A questão de Klein é tratada com devido respeito, não esteriotipando a personagem em momento algum enquanto também não ignora os efeitos de suas atitudes. Somos sempre envolvidos no drama de “(Des)controle” para saber o que acontecerá a seguir, assim como ficamos aflitos pelo mesmo motivo.Muito falei da marca de Rosane Svartman como trunfo em “(Des)controle”. Mas a força da natureza que é o talento de Carolina Dieckmmann aqui é de tirar o fôlego. A dupla já trabalhou junto em “Vai na Fé”, e assim como Lumiar lá, Kátia Klein vira uma das maiores personagens da carreira da atriz.O que a artista esbanja talento em tela é inexplicável. Com certeza os melhores momentos do filme são totalmente focados na personagem e em seu psicológico diante do alcoolismo. Se entendemos o drama e abstinência de Kátia, muito vem do trabalho de Carol, que nos captura com toda a sua versatilidade.Por fim, todos os atores estão bem em seus papéis, transparecendo tudo que precisam ao público e adicionando as camadas de reflexão que “(Des)controle” precisa. Aliás, voltando a falar da direção, há decisões visuais muito criativas que ajudam a fluir a história e prender o interesse. O filme não fica no básico e explora o cinema como expressão artística e suas possibilidades.

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