Descubra a composição da água com gás e se realmente hidrata o corpo, segundo especialistas

Bebida sem açúcar desperta dúvidas sobre saúde digestiva, saciedade e impacto das borbulhas no organismo

O consumo de água com gás voltou ao centro das discussões sobre hábitos saudáveis ao levantar questionamentos sobre hidratação, composição e efeitos no corpo humano, segundo especialistas que analisaram os impactos da bebida e esclareceu mitos comuns sobre o tema. As informações são do O Globo.Cada vez mais escolhida por pessoas que desejam reduzir a ingestão de bebidas adoçadas, a água com gás se destaca por não conter calorias nem açúcar e por oferecer a sensação efervescente que muitos consumidores apreciam, sem recorrer a refrigerantes ou sucos industrializados.Do ponto de vista nutricional, a composição mineral da água com gás depende da fonte utilizada ou dos minerais adicionados no processo industrial, assim como ocorre com a água mineral tradicional. Cálcio, sódio e magnésio podem estar presentes e desempenham funções importantes para o organismo.Especialistas explicam que a água com gás é uma água carbonatada, produzida pela adição controlada de dióxido de carbono. Ao abrir a garrafa, a liberação da pressão forma as bolhas características. Por não conter adoçantes nem aromatizantes artificiais, ela é considerada uma alternativa mais saudável do que refrigerantes. Segundo o portal Medical News Today, “Hidrata da mesma maneira que a água mineral.”A origem da bebida remonta ao século XVIII, quando o cientista britânico Joseph Priestley percebeu o efeito borbulhante após deixar água exposta aos gases da fermentação da cerveja. Anos depois, o empresário Johann Jacob Schweppe utilizou o princípio para desenvolver a água mineral carbonatada, dando início à marca que se popularizou mundialmente.Em relação à saúde digestiva, especialistas apontam que a água com gás pode estimular os movimentos do trato gastrointestinal. Yael Hasbani afirma que “Ao contrário do que se possa pensar, os componentes da água gaseificada são semelhantes aos da água mineral e, portanto, têm o mesmo poder de hidratação.” A especialista acrescenta que “Esse gás aumenta os movimentos peristálticos do abdômen, promove a digestão e ajuda a reduzir a constipação intestinal.”Outro efeito relatado é a sensação de saciedade. Silvina Tasat explica que “Além disso, o efeito borbulhante proporciona uma sensação de saciedade e faz com que a pessoa se sinta satisfeita, sem apetite.” Por esse motivo, a bebida pode auxiliar pessoas em processos de controle de peso.Apesar dos benefícios, médicos alertam que indivíduos com refluxo, hérnia de hiato ou úlceras devem evitar o consumo, já que “O gás pode agravar esses quadros”, conforme ressalta Raúl Mejía. Há ainda estudos que associam a água com gás ao aumento da grelina, hormônio ligado à fome, embora as evidências ainda não sejam conclusivas em humanos.Quando rica em minerais como cálcio e magnésio, a bebida pode contribuir para a saúde óssea, dentária e cardiovascular. Hasbani destaca que esses nutrientes “ajudarem na contração muscular” e afirma que “O magnésio é um mineral que influencia a dilatação dos vasos sanguíneos, regulando assim a pressão arterial e reduzindo os riscos de desenvolver doenças cardíacas.” Segundo ela, “Já o cálcio ajuda a manter o ritmo cardíaco estável.”Há também efeitos sensoriais associados à gaseificação. Estudos do Conicet indicam que a efervescência “intensificam e tornam mais agradável o sabor de qualquer produto comestível, provocando sensações ‘extras’ ou adicionais, diferentes do gosto e do aroma básicos”, percebidas por terminações nervosas ligadas ao nervo trigêmeo.Como alternativa saudável, especialistas sugerem aromatizar a água com gás com frutas e ervas naturais. Hasbani recomenda “Por exemplo, rodelas de limão, grapefruit e folhas de hortelã”, destacando que a mistura é “muito refrescante, especialmente nos meses de calor.” O alerta é evitar açúcar ou adoçantes, que anulam os benefícios da bebida.Por fim, médicos ressaltam que a água com gás pode ajudar a reduzir o consumo de refrigerantes. Julio Bragagnolo afirma que “O consumo de água gaseificada pode ajudar a reduzir o hábito de tomar refrigerantes, que contêm aditivos potencialmente prejudiciais ao organismo. É uma boa forma de hidratação e contribui para diminuir o consumo de açúcar.”Independentemente da escolha entre água com ou sem gás, especialistas reforçam que a hidratação adequada é fundamental para o funcionamento do corpo e para a manutenção da saúde.

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