Diretora sobre Frozen 2: “É o poder do amor diante do medo”

Diretora sobre Frozen 2 E o poder do amor diante do medo

Frozen 2 é uma das estreias mais aguardadas de 2020 e os fãs não perdem por esperar. Emocionante, com novas músicas (tão chicletes quanto Let it Go) e trazendo uma mensagem de amadurecimento e autoconhecimento, a sequência da maior bilheteria de animação do mundo chega nas telonas com a mesma mágica do primeiro filme. 
 
Em Los Angeles, entrevistamos algumas das mentes criativas por trás do primeiro e do segundo filme, Chris Buck (diretor), Jennifer Lee (Roteirista e Diretora) e Peter Del Vecchio (Produtor), que contaram como perceberam que Frozen havia se tornado um fenômeno mundial.
 
"Era o final do filme e um grupo de meninas correram para frente do cinema, enquanto os créditos e as músicas estavam tocando, e começaram a dançar. Como se fosse uma festa, na frente da tela. E eu pensei: 'Isso é diferente'", relembrou Chris.
 
"A gente começou forte na estreia, mas foi crescendo mais do que a gente esperava. Em Nova York, eu estava com uma amiga, e topei ir com ela ao cinema. O Natal já havia passado e o cinema estava lotado. Além do público estar cantando as músicas, as pessoas estavam falando os diálogos! Lembro de perguntar para ela: 'O que está acontecendo?'", completou Jennifer.
 
Com o sucesso global de Let It Go, Jennifer também contou como foi o desafio se criar uma nova música tão forte quanto.
 
"A gente ama o que a música significa para muitas pessoas. Para muitos, Let It Go é uma música que conversa com eles, os ajudou, e por isso seremos sempre grato. Porém, acho que para Robert Lopez e Kristen  (compositores da música), será um alívio passar para essa nova fase.  Eles fizeram uma nova música incrível, muito diferente, eles se esforçaram para chegar a novos lugares", afirmou.
 
Depois do primeiro filme, que foi baseado em uma história clássica, Chris revelou qual foi o foco para tirar a sequência do papel.
 
"Uma das coisas foi olhar para nossas vidas pessoais e perceber que nossos filhos estavam crescendo, se formando. Conectamos isso com a idade em que os nossos personagens estavam. No final do primeiro Frozen, é como se eles tivessem se formado no colégio e tentando adivinhar o que vem depois disso. Afinal, tem um mundo todo lá fora, o que eles vão fazer diante disso, onde eles se encaixam, o que eles têm para oferecer para o mundo... tudo isso nos animou muito para montar essa história e levar os personagens para um outro patamar e descobrir o lugar no qual eles pertencem", disse Buck.
 
Diante de uma nova história, há também novos personagens. Com isso, Jennifer comentou sobre o processo de fazer os rostos novos, se encaixarem com a química daqueles que o público já conhece.
 
"A gente precisa ancorar os novos personagens. Eles precisam significar algo para os personagens originais. É primordial que cada personagem esteja ligado ao laço que há entre as duas irmãs. Com isso, acredito que o desafio é que eles achem seu caminho no filme e, depois que isso acontece, fica tudo divertido".
 
Emocionante e visualmente impecável, Lee também revelou sobre o tema principal abordados por Frozen 1 e 2.
 
"Acho que os dois filmes falam do poder do amor diante do medo, mas também o perigo que há no medo. Frozen 1 trabalhava no conceito de ser diferente e acho que o segundo fala de mudanças e o efeito que as mudanças têm".
 

           

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